Sistemas de detecção de metais falharam em pontos estratégicos de acesso ao megashow da Shakira em Copacabana na noite de sábado (02), revelando fragilidades no esquema de segurança que custou R$ 15 milhões aos cofres estaduais. Aproximadamente 90 minutos antes do início da apresentação, quando as areias da praia já registravam lotação máxima, os pórticos de varredura estavam desativados em vias de grande circulação de público.
Os equipamentos permaneciam inativos nas ruas Siqueira Campos e Figueiredo Magalhães, principais rotas de acesso para visitantes que chegavam via metrô. A mesma situação ocorria na Rua Constante Ramos, onde as estruturas físicas estavam instaladas, mas os detectores não operavam. Essa lacuna na segurança perimetral levantou questionamentos sobre a efetividade do investimento realizado pela administração estadual.
Destaques do Conhecimento
- Detectores de metal desativados em três principais acessos a Copacabana durante o show
- Investimento total de R$ 15.978.000,00 contratado com empresa XPTO Inc Tecnologia Ltda
- Empresa alegou “atraso operacional pontual” e garantiu redundância no sistema de segurança
- Tribunal de Contas do Estado havia suspendido contrato anterior de R$ 79,89 milhões por irregularidades
- Governo estadual desconta serviços não prestados do valor final a pagar à contratada
- Mais de 5 mil agentes de segurança (PM, PC, bombeiros e Segurança Presente) atuavam no local
A empresa responsável pelo esquema tecnológico apresentou justificativa oficial afirmando que o atraso na ativação dos detectores não comprometeria a segurança do evento. Segundo comunicado enviado à imprensa, o projeto foi estruturado com redundância operacional: além dos pórticos fixos, bastões de detecção manual garantiriam cobertura nos acessos. O sistema principal de monitoramento — câmeras com reconhecimento facial e análise em tempo real — funcionava integralmente.
O Palácio Guanabara reforçou a mensagem de segurança garantida, destacando a presença de mais de cinco mil profissionais de segurança pública em Copacabana. A administração estadual também comunicou que acionou funcionários da empresa para resolver as questões técnicas identificadas e que descontaria do pagamento final qualquer serviço não executado conforme contratado.
O contexto político e administrativo agravou a situação. O governo estadual formalizou a contratação com a XPTO através de edição extraordinária do Diário Oficial na quinta-feira (30), apenas três dias antes do evento. Essa decisão ocorreu após o Tribunal de Contas do Estado suspender, na véspera, a eficácia de uma Ata de Registro de Preços anterior, firmada na gestão anterior, no valor de R$ 79,89 milhões. A conselheira substituta Andrea Siqueira Martins identificou indícios de irregularidades na habilitação da empresa.
Diante da proximidade do megashow e da impossibilidade de substituir a contratada em tempo hábil, o governo interino do desembargador Ricardo Couto optou por manter a XPTO e assinar novo contrato específico para a noite do evento, no valor de R$ 15.978.000,00. Essa escolha refletiu a pressão temporal e a necessidade de garantir algum nível de segurança para o espetáculo internacional.
Fonte: ICL Notícias | Adaptação e reescrita: Perus Online
Alt Text da Imagem: “Pórticos de detecção de metais desativados na Rua Figueiredo Magalhães durante preparação para show de Shakira em Copacabana”







































