Durigan rebate Milei: Argentina está pior que Brasil; entenda o impacto na economia paulista
O ministro da Fazenda respondeu nesta segunda-feira (27) às críticas do presidente argentino sobre a economia brasileira. A resposta tem reflexos diretos no bolso de quem vive em São Paulo e na Zona Noroeste: a instabilidade econômica regional afeta empregos, crédito e preços de produtos importados que chegam pela Rodovia Anhanguera.
Durigan comparou os indicadores econômicos dos dois países e apontou que a Argentina enfrenta situação mais crítica. Enquanto o Brasil equilibrou suas contas públicas desde 2024, a nação vizinha acumula dívida pública maior, inflação mais elevada e risco país superior.
A tensão começou no sábado, quando Milei participou da convenção do PL em São Paulo e afirmou que o Brasil “caminha para uma crise de dívida” por falta de ajuste fiscal. Durigan respondeu em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, chamando o presidente argentino de “palhaço” e rejeitando as críticas.

Para os trabalhadores de Perus e Anhanguera, essa disputa tem importância prática: a instabilidade econômica argentina afeta o comércio bilateral, impactando preços de produtos importados e oportunidades de emprego em setores ligados ao Mercosul. Além disso, a confiança dos investidores na economia brasileira influencia diretamente a geração de empregos locais.
Durigan também rebateu críticas sobre gastos públicos, afirmando que as contas estão equilibradas. Porém, admitiu que os juros seguem elevados (14,25%) e o endividamento do governo federal permanece em patamar preocupante. O ministro propôs reduzir gastos obrigatórios e modernizar o Estado como próximos passos.
Destaques do Conhecimento
- Argentina enfrenta dívida pública maior, inflação mais elevada e risco país superior ao Brasil
- Contas públicas brasileiras estão equilibradas desde 2024, diferentemente do cenário argentino
- Taxa de juros brasileira em 14,25% afeta crédito e investimentos na região de Perus e Anhanguera
- Instabilidade econômica regional impacta preços de produtos importados e empregos locais
- Governo propõe reduzir gastos obrigatórios e modernizar o Estado para melhorar situação fiscal
Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online







































