TSE condenou ex-governador e presidente da Alerj
Por 5 votos a 2, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condenou o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), por comandarem o esquema dos cargos secretos no Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os dois ficarão inelegíveis por 8 anos e pagarão multa.
No caso de Bacellar, o TSE também determinou a perda do cargo de deputado estadual. Castro escapou da mesma punição ao renunciar ao posto de governador um dia antes do julgamento, nesta segunda-feira (23).
Gabriel Rodrigues Lopes, então presidente do Ceperj no momento das contratações, também foi condenado à inelegibilidade de 8 anos e multa.
Votaram pela condenação os ministros Isabel Gallotti (relatora), Antonio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto, Estela Aranha e Cármen Lúcia. Nunes Marques votou pela absolvição de todos os políticos. Já André Mendonça condenou Bacellar e Lopes, mas absolveu Castro.
O TSE retomou o julgamento nesta terça-feira (24) o julgamento, iniciado em novembro de 2025. A análise foi interrompida duas vezes por pedidos de vista de Antonio Carlos Ferreira e Nunes Marques.
Os condenados ainda podem apresentar embargos ao TSE. Também há possibilidade de recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os cargos secretos consistiram na contratação de dezenas de milhares em programas sociais e de extensão universitária às vésperas da campanha eleitoral de 2022, com base na descentralização de recursos orçamentários para a fundação Ceperj e para a Uerj.
O esquema foi revelado pelo portal UOL em junho de 2022. O governo Castro usou a fundação Ceperj — uma espécie de IBGE da administração fluminense — para empregar cerca de 27 mil pessoas em programas sociais. As folhas de pagamento eram secretas e não foram informadas nem mesmo para os órgãos de controle, como o TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado).
O governo do Rio usou descentralizações de crédito — quando um órgão permite que outro ente use parte de seu dinheiro — para injetar centenas de milhões na Fundação Ceperj.
O mesmo procedimento foi usado para bancar projetos de extensão ligados à Uerj, que também mantinham folhas secretas de bolsistas contratados com remunerações mensais de até R$ 35 mil.
No caso da Uerj, 45 mil bolsistas foram contratados nas folhas secretas.
O esquema movimentou em torno de R$ 1,3 bilhão em aproximadamente 1 ano e meio — entre o segundo semestre de 2021 e dezembro de 2022.
Até ser interrompido por decisão judicial em agosto de 2022, o esquema no Ceperj custou R$ 502,7 milhões aos cofres públicos. Já na Uerj, as folhas secretas dragaram R$ 798,9 milhões até serem interrompidas por decisão da universidade, em dezembro de 2022.
Fonte: ICL Notícias
Por 5 votos a 2, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condenou o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), por comandarem o esquema dos cargos secretos no Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os dois ficarão inelegíveis por 8 anos e pagarão multa.
No caso de Bacellar, o TSE também determinou a perda do cargo de deputado estadual. Castro escapou da mesma punição ao renunciar ao posto de governador um dia antes do julgamento, nesta segunda-feira (23).
Gabriel Rodrigues Lopes, então presidente do Ceperj no momento das contratações, também foi condenado à inelegibilidade de 8 anos e multa.
Votaram pela condenação os ministros Isabel Gallotti (relatora), Antonio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto, Estela Aranha e Cármen Lúcia. Nunes Marques votou pela absolvição de todos os políticos. Já André Mendonça condenou Bacellar e Lopes, mas absolveu Castro.
O TSE retomou o julgamento nesta terça-feira (24) o julgamento, iniciado em novembro de 2025. A análise foi interrompida duas vezes por pedidos de vista de Antonio Carlos Ferreira e Nunes Marques.
Os condenados ainda podem apresentar embargos ao TSE. Também há possibilidade de recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os cargos secretos consistiram na contratação de dezenas de milhares em programas sociais e de extensão universitária às vésperas da campanha eleitoral de 2022, com base na descentralização de recursos orçamentários para a fundação Ceperj e para a Uerj.
O esquema foi revelado pelo portal UOL em junho de 2022. O governo Castro usou a fundação Ceperj — uma espécie de IBGE da administração fluminense — para empregar cerca de 27 mil pessoas em programas sociais. As folhas de pagamento eram secretas e não foram informadas nem mesmo para os órgãos de controle, como o TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado).
O governo do Rio usou descentralizações de crédito — quando um órgão permite que outro ente use parte de seu dinheiro — para injetar centenas de milhões na Fundação Ceperj.
O mesmo procedimento foi usado para bancar projetos de extensão ligados à Uerj, que também mantinham folhas secretas de bolsistas contratados com remunerações mensais de até R$ 35 mil.
No caso da Uerj, 45 mil bolsistas foram contratados nas folhas secretas.
O esquema movimentou em torno de R$ 1,3 bilhão em aproximadamente 1 ano e meio — entre o segundo semestre de 2021 e dezembro de 2022.
Até ser interrompido por decisão judicial em agosto de 2022, o esquema no Ceperj custou R$ 502,7 milhões aos cofres públicos. Já na Uerj, as folhas secretas dragaram R$ 798,9 milhões até serem interrompidas por decisão da universidade, em dezembro de 2022.
Fonte: ICL Notícias







































