PM Condenada por Desvio de Função: Capitão Deixa Quartel para Serviço Particular de Brennand
Resumo: Capitão da Polícia Militar foi condenado por descumprimento de missão após abandonar o quartel para buscar a esposa do empresário Thiago Brennand no aeroporto. O caso expõe falhas na fiscalização interna da corporação e reforça o padrão de regalias ao empresário preso.
O capitão Daniel Tonon Cossani foi condenado, nessa segunda-feira (23/3), por descumprimento de missão após deixar o quartel para fazer um serviço particular para o empresário Thiago Brennand. Na ocasião, o oficial foi até o condomínio onde morava o empresário e depois foi recepcionar a esposa de Brennand, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
O caso aconteceu no dia 28 de agosto de 2021, quando Cossani atuava como comandante da 3ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia de Choque. Na data, o capitão deveria dar entrada no batalhão às 7h, mas saiu de casa por volta das 5h, em seu veículo particular, e foi até o condomínio em Porto Feliz, no interior de São Paulo, onde morava Brennand. De lá, foi buscar a esposa do empresário no aeroporto de Guarulhos, retornando ao batalhão apenas por volta das 11h.
A denúncia do Ministério Público aponta que o capitão da PM não pediu autorização e nem comunicou seus superiores. O promotor do caso, Marcel Del Bianco Cestaro, sustentou que o caso configurou como crime de descumprimento de missão.
A condenação se deu no Tribunal de Justiça Militar (TJM) por quatro votos a um. A única juíza que votou contra a condenação do capitão da PM foi Gabriela Barchin Crema, presidente do Conselho Especial de Justiça. A magistrada alegou que não havia “missão” a ser feita no momento da saída do oficial do batalhão, logo não houve descumprimento dela.
Os majores Simey Traiba, Eduardo Luiz da Silva, Luciano Quemello e o tenente-coronel Rogério Carneiro votaram a favor da condenação de Cossani.
Destaques da Matéria
- Capitão abandonou quartel por 6 horas para prestar serviço particular a Thiago Brennand
- Condenação por descumprimento de missão foi aprovada por 4 votos a 1 no Tribunal de Justiça Militar
- Caso expõe padrão de regalias e privilégios concedidos ao empresário preso por crimes sexuais
- Ministério Público comprovou que capitão não pediu autorização nem comunicou superiores
Conteúdo original: Metrópoles | Adaptação: Perus Online







































