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Alerta Urgente: Feminicídios em SP Crescem 41% — Violência Contra Mulher Bate Recorde

Uma mulher é morta a cada 25 horas em São Paulo. O interior do estado registra o maior número de feminicídios dos últimos cinco anos, com aumento de 76,5% em relação a 2025.

O estado de São Paulo enfrenta uma crise de violência contra a mulher sem precedentes. Nos primeiros três meses de 2026, foram registrados 86 feminicídios — alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025 e de 72% comparado a 2022. Os números revelam um cenário alarmante que vai além dos homicídios.

O interior paulista concentra o maior avanço, com 60 feminicídios no primeiro trimestre, representando um crescimento de 76,5% em relação a 2025. A capital registrou 17 casos, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior, mas com alta de 142,9% desde 2022. A Grande São Paulo foi a única região a apresentar queda, com redução de 10%.

Além dos feminicídios, a violência contra mulheres se manifesta em outros crimes. As ocorrências de lesão corporal dolosa contra mulheres cresceram 47% entre 2022 e 2026, totalizando 19.249 registros. Os casos de estupro de vulnerável aumentaram 22% no período, com 2.941 ocorrências nos primeiros três meses de 2026.

Pesquisadores alertam que o aumento revela a ineficiência do poder público em romper o ciclo de violência. Ações preventivas como acolhimento qualificado de vítimas, disponibilização rápida de medidas protetivas e monitoramento contínuo de agressores com tornozeleira eletrônica são essenciais para evitar o escalonamento dos crimes.

Recentemente, dois casos chocaram a Grande São Paulo por ocorrerem diante dos filhos das vítimas. Em Guarulhos, um homem matou a ex-companheira e atirou contra a filha dela. Em São Bernardo do Campo, outro homem matou a esposa com dois tiros enquanto dois filhos estavam em casa.

O que você precisa saber

  • 86 feminicídios em SP no 1º trimestre de 2026 — uma mulher morta a cada 25 horas
  • Interior concentra 60 casos, com crescimento de 76,5% em relação a 2025
  • Lesão corporal contra mulheres cresceu 47% desde 2022; estupro de vulnerável aumentou 22%

Fonte original: G1 via Google News | Adaptação: Equipe Perus Online