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Perícia de SP sem backup: investigação do caso Dark Horse em risco de perder provas digitais

Investigação sobre o filme Dark Horse e contrato do Wi-Fi Livre de SP enfrenta risco de perda de provas digitais. Perícia paulista não mantém backup de dados, comprometendo possíveis desdobramentos que afetam a transparência pública na capital.

O Instituto de Criminalística de São Paulo admitiu em laudos oficiais que não possui estrutura para guardar cópias de segurança dos dados extraídos de aparelhos periciados. A revelação ganha peso na investigação que conecta o contrato do Wi-Fi Livre da Prefeitura de São Paulo ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro.

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Perícia de SP enfrenta limitações estruturais na guarda de dados digitais

Segundo documentos da própria perícia, o Núcleo de Perícias de Informática não dispõe de suporte de mídia para armazenar a quantidade de dados extraídos diariamente dos dispositivos. Isso significa que, se investigadores precisarem de uma nova extração, terão de apresentar novamente o aparelho original – e a tentativa pode falhar dependendo do estado do equipamento.

A situação se agrava porque parte do material apreendido já havia retornado à Polícia Civil antes dos exames. Em junho, equipamentos precisaram passar por “readequação dos invólucros e aposição de novos lacres” para preservar a cadeia de custódia. Agora, sem backups, qualquer novo problema pode resultar em perda irreversível de provas.

Para o paulistano que depende de transparência nas contas públicas, essa fragilidade é preocupante. O contrato do Wi-Fi Livre movimentou recursos municipais e agora está sob investigação por possível conexão com esquemas de financiamento privado. Sem provas digitais íntegras, fica mais difícil esclarecer como o dinheiro público foi utilizado.

Alguns aparelhos apreendidos também não puderam ser acessados. Um iPhone estava protegido por senha que não foi fornecida, e outro dispositivo tinha armazenamento criptografado. A perícia não conseguiu recuperar os dados nesses casos.

Além disso, os laudos revelam fila de exames no Instituto de Criminalística. Um notebook aguardou 20 dias apenas para que o perito começasse a trabalhar, devido ao “elevado volume de casos e consequente fila de exames pendentes”.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo respondeu afirmando que os arquivos ficam guardados nos materiais periciados e também no sistema. Porém, os próprios laudos da perícia contradizem essa versão, explicitando a falta de Central de Custódia Digital e a ausência de backups.

Destaques do Conhecimento

  • Instituto de Criminalística de SP não mantém backup de dados extraídos de aparelhos periciados
  • Investigação sobre Wi-Fi Livre e financiamento de “Dark Horse” enfrenta risco de perda de provas digitais
  • Parte do material apreendido precisou retornar para troca de lacres antes dos exames
  • Alguns dispositivos não puderam ser acessados por criptografia ou proteção de senha
  • Perícia enfrenta fila de exames, com atrasos de até 20 dias no processamento

Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online