Crise no Supremo Tribunal Federal escala com liberação de sigilo do caso Master. Decisão de Mendonça atende pedido de Fachin e expõe tensão entre ministros que afeta a confiança nas instituições paulistas.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), levantou o sigilo de 15 procedimentos envolvendo o caso do Banco Master sob sua relatoria. A decisão, assinada na noite de 10 de setembro, atende solicitação do presidente da corte, ministro Edson Fachin, e marca novo capítulo da crise institucional que abala o Judiciário brasileiro.
Entre os processos liberados estão dois inquéritos (números 5.026 e 5.035) e petições em andamento. Mendonça também enviará o material em HD próprio para o gabinete de Fachin e dos demais ministros, conforme solicitado. A medida representa uma virada na gestão do caso que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Mensagens entre Moraes e Vorcaro
Na semana anterior, Mendonça já havia levantado sigilo de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O relatório da Polícia Federal reúne 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a um número identificado como pertencente a Moraes, trocadas entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, período que culminou na primeira prisão de Vorcaro.
A divulgação do material instalou crise no Supremo ao tornar público a proximidade entre Moraes e o dono do Banco Master. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou dupla nulidade do processo de Mendonça, argumentando que o ministro não poderia ter determinado diretamente à PF aprofundamento de apuração sobre outro ministro sem autorização do plenário ou iniciativa do Ministério Público.
Confronto Institucional Escala
O confronto ganhou dimensão institucional quando Moraes pediu que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news. Fachin retirou o pedido e cobrou explicações dos envolvidos. Nesta semana, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Flávio Dino reintegrou os dois ao cargo, e Fachin suspendeu ambas as decisões.
O presidente do STF determinou que todas as decisões envolvendo ministros da corte devem passar pela presidência. A análise do processo de Mendonça será feita pelo plenário em sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, às 10h.
Destaques do Conhecimento
- Mendonça levantou sigilo de 15 procedimentos do caso Master a pedido de Fachin
- Relatório da PF expõe 52 mensagens entre ministro Moraes e ex-banqueiro Vorcaro
- Crise institucional no STF escala com afastamentos e reintegrações de diretores da PF
- Plenário do STF julgará processo em 15 de setembro em sessão extraordinária
Fonte original: UOL | Adaptação: Equipe Perus Online




































