Autoridades intensificam investigação sobre morte de mulher casada com policial militar em Embu das Artes. Perícia descarta suicídio e aponta para possível feminicídio, com irmã do PM agora sob suspeita de fraude processual.
A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (10) contra Thamires Matias, irmã do policial militar Vinicius Silva, investigado pela morte de sua esposa Larissa Tamara. A operação ocorreu na residência dos pais do PM, em Embu das Artes, na Grande São Paulo, com objetivo de apreender o celular da jovem para análise forense.
A suspeita de fraude processual surgiu após divergências significativas entre os depoimentos dos irmãos. Enquanto Vinicius afirmou que Thamires não estava no imóvel no momento do disparo, a irmã relatou estar presente na casa quando o incidente ocorreu. Essa contradição motivou a investigação por possível obstrução de justiça.
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A perícia técnico-científica descartou a tese inicial de suicídio apresentada pelo PM. Análises apontam que o disparo foi realizado da esquerda para a direita, enquanto Larissa era destra. Além disso, o tiro não foi encostado na cabeça, mas disparado a certa distância, com a vítima atingida pelas costas enquanto estava em pé.
O laudo pericial também identificou 14 hematomas espalhados pelo corpo de Larissa, localizados nas mãos, dorsos dos pés, joelhos e perna esquerda. Esses achados reforçam a hipótese de violência anterior ao disparo fatal. A causa da morte foi confirmada como traumatismo craniano decorrente de ferimento por arma de fogo.
A pistola utilizada no crime pertencia ao PM e foi encontrada sob o corpo da vítima. Vinicius alegou ter pedido separação e que acordou com barulho no banheiro, encontrando a esposa já baleada. Ele mesmo acionou a Polícia Militar para atender a ocorrência e telefonou para parentes de Larissa.
Familiares da vítima apontam possível motivação patrimonial para o crime. Larissa havia recebido imóveis de herança familiar, bens que poderiam passar para Vinicius após sua morte. Relatos também mencionam ciúmes excessivos, comportamentos possessivos e histórico de agressões físicas e ameaças com arma em público por parte do policial.
Na sexta-feira (11), peritos do Instituto de Criminalística pretendem utilizar scanner 3D e luminol para análises complementares. O exame tridimensional analisará posições, alturas e a trajetória precisa do disparo, buscando reconstruir os eventos dentro da residência onde Larissa foi encontrada.
Vinicius, com 26 anos, permanece preso no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Thamires, com 19 anos, não estava no local quando a busca foi cumprida. Larissa tinha 29 anos e trabalhava como técnica em radiologia. Ambos os irmãos ainda não foram interrogados ou indiciados formalmente pela polícia.
Destaques do Conhecimento
- Perícia descarta suicídio: disparo foi feito da esquerda para a direita, incompatível com vítima destra
- 14 hematomas encontrados no corpo de Larissa indicam violência anterior ao disparo
- Divergência de depoimentos entre irmãos motivou investigação por fraude processual
- Possível motivação patrimonial: vítima havia recebido imóveis de herança familiar
- Scanner 3D e luminol serão utilizados em análises complementares na sexta-feira
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online





































