Operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (13) investiga esquema de lavagem de dinheiro envolvendo apostas online. Escritório de advogado paulista teria emitido notas fiscais fictícias para justificar entrada de valores milionários no Brasil.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra 17 investigados em cinco estados, incluindo São Paulo, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. O foco principal é um grupo empresarial do Nordeste suspeito de explorar jogos de azar online e apostas esportivas, utilizando estruturas societárias no exterior para ocultar a origem dos recursos.
Segundo a investigação, o escritório de um advogado paulista emitiu 15 notas fiscais que somam R$ 37,8 milhões para a PixStar, apontada como empresa fictícia sediada em Curaçao, no Caribe. Os documentos não especificavam de forma concreta os serviços prestados e eram emitidos conforme surgia a necessidade de justificar a entrada dos valores no Brasil.
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A Polícia Federal suspeita que as notas fiscais serviam para justificar a entrada de somas milionárias sob a aparência de pagamentos por serviços advocatícios. Na verdade, os valores estariam relacionados às atividades de jogos de azar investigadas pela operação. A PixStar era usada como um “ardil” para sustentar a narrativa de que a atividade de apostas era exercida fora do Brasil antes da autorização legal desse tipo de operação no país.
O advogado é suspeito de atuar como operador financeiro do grupo investigado e de ocultar bens obtidos de forma ilegal. A operação também determinou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão.
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A defesa do advogado afirmou que a relação entre o escritório e a PixBet é “estritamente profissional” e decorre da prestação de serviços de advocacia. Segundo o advogado que o representa, a atuação do escritório se limita ao exercício regular da advocacia e não se confunde com as atividades empresariais dos clientes.
Este não é o primeiro envolvimento do advogado em investigações. Em julho deste ano, operação anterior apontou que seu escritório estava envolvido em esquema de fraude de créditos de ICMS que teria sonegado R$ 3,8 bilhões em tributos ao estado de São Paulo. Na ocasião, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
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Os investigados poderão responder por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional. A operação foi autorizada pela Justiça Federal da Paraíba e o principal alvo é a PixBet, empresa da Paraíba que teria realizado pagamentos para a PixStar em Curaçao.
Destaques do Conhecimento
- Escritório emitiu 15 notas fiscais fictícias somando R$ 37,8 milhões para empresa fantasma em Curaçao
- Operação da PF cumpriu 17 mandados em cinco estados investigando esquema de apostas online e lavagem de dinheiro
- Advogado é suspeito de atuar como operador financeiro e ocultar bens obtidos ilegalmente
- Sequestro de até R$ 1,1 bilhão foi autorizado pela Justiça Federal da Paraíba
- Este é o segundo envolvimento do advogado em investigações em 2026
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online



































