Operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (13) aponta que escritório de advogado paulista emitiu notas fiscais fictícias para empresa fantasma no Caribe, movimentando R$ 37,8 milhões em esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas esportivas online.
A Operação Arena, autorizada pela Justiça Federal da Paraíba, cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados. O principal alvo é a PixBet, empresa paraibana investigada por exploração de jogos de azar. Segundo a PF, o escritório do advogado Nelson Wilians atuou como operador financeiro do grupo, recebendo pagamentos da PixStar, apontada como empresa fictícia sediada em Curaçao.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/f/P/zBbFCiT22nCZi3v23RHQ/260813-info-apostas-ma.jpg)
As 15 notas fiscais identificadas pela investigação não especificavam os serviços supostamente prestados. Conforme a necessidade de justificar a entrada de valores no Brasil, as notas eram emitidas para “formar caixa”, segundo os investigadores. O valor total movimentado chegou a R$ 37.824.000.
Para a PF, as notas serviam para dar aparência legal a somas milionárias sob a alegação de pagamentos por serviços advocatícios. A suspeita é que os valores estivessem relacionados às atividades de jogos de azar investigadas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/C/W/RAK11bR6eKxVhvEIrBjQ/fotojet-2025-09-18t132030.188.jpg)
Nelson Wilians é dono de um dos maiores escritórios de advocacia empresarial do Brasil e possui 1,4 milhão de seguidores em rede social. Em setembro de 2025, já havia sido alvo da PF por suposta participação em esquema de fraudes e desvios do INSS. Agora, também é investigado por atuar como operador financeiro do grupo e ocultar bens obtidos ilegalmente.
A operação também determinou a quebra de sigilos bancário e telemático dos investigados, além do sequestro de até R$ 1,1 bilhão. Os investigados poderão responder por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional.
A defesa de Wilians afirmou que a relação entre o escritório e a PixBet é “estritamente profissional” e decorre da prestação de serviços de advocacia, negando qualquer envolvimento com as atividades empresariais dos clientes.
Destaques do Conhecimento
- Escritório emitiu 15 notas fiscais fictícias totalizando R$ 37,8 milhões para empresa fantasma em Curaçao
- Operação Arena cumpriu 17 mandados em cinco estados (Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná)
- Investigação aponta esquema de lavagem de dinheiro ligado a exploração de apostas esportivas online
- Sequestro de até R$ 1,1 bilhão foi autorizado pela Justiça Federal da Paraíba
- Advogado é alvo de segunda investigação em menos de um ano
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online



































