Dois ex-policiais militares enfrentam júri nesta terça-feira (11) acusados de matar Guilherme Guedes, de 15 anos, em 2020. O caso reacende debate sobre violência policial e segurança na capital.
Após seis anos de investigação, a Justiça de São Paulo marca para hoje o julgamento de dois ex-integrantes da Polícia Militar acusados de executar um adolescente na Zona Sul da capital. O ex-sargento Adriano Campos e o ex-soldado Gilberto Rodrigues responderão por homicídio triplamente qualificado pela morte de Guilherme Silva Guedes, ocorrida em junho de 2020.
A sessão de julgamento está agendada para as 9h no plenário 6 da 1ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste. Segundo estimativas do tribunal, o processo pode se estender por até dois dias.
De acordo com a acusação do Ministério Público, os dois réus atuavam como seguranças particulares quando suspeitaram que o adolescente teria participado de um roubo em uma empresa. Testemunhas, porém, afirmam que Guilherme estava em uma festa no momento. Câmeras de segurança registraram o encontro entre o jovem e Adriano em uma viela no bairro Vila Clara, em Americanópolis, antes do desaparecimento.
A promotoria sustenta que os dois dispararam contra o adolescente à queima-roupa, atingindo a boca e o crânio. O corpo foi encontrado em Diadema, na Grande São Paulo.
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Impacto na Zona Noroeste e eixos de locomoção
Embora o crime tenha ocorrido na Zona Sul, o caso repercute em toda a capital e reforça preocupações com segurança pública que afetam também a Zona Noroeste (Perus, Jaraguá, Anhanguera). A violência policial e a falta de accountability são temas que impactam diretamente os usuários das principais vias de acesso da região, como a Rodovia Anhanguera e a Linha 7-Rubi da CPTM, onde a sensação de segurança é crítica para a mobilidade urbana.
Ambos os réus foram expulsos da Polícia Militar. Gilberto estava foragido desde 2015, quando escapou do Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte. Ele foi capturado em maio de 2021 em Peruíbe, no litoral paulista, e é investigado por outras 49 mortes na capital.
Adriano foi julgado em 2021 e absolvido, mas a Justiça anulou o veredicto em 2022, entendendo que os jurados votaram contra as provas dos autos. Ele responde em liberdade desde então.
As defesas negam as acusações. Os advogados de Adriano argumentam que as provas demonstrarão sua inocência. Gilberto também nega envolvimento no crime.
Em caso de condenação, a pena pode chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.
Destaques do Conhecimento
- Julgamento de dois ex-PMs acusados de executar adolescente de 15 anos ocorre nesta terça-feira (11) em São Paulo
- Ministério Público acusa os réus de agirem como milicianos ao sequestrar, torturar e matar Guilherme Guedes em 2020
- Adriano Campos foi absolvido em 2021, mas a Justiça anulou o julgamento em 2022 e determinou novo julgamento
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online































