A Rainha dos Baixinhos está pronta para o adeus mais esperado da cultura pop brasileira. Xuxa revelou ao Hugo Gloss todos os segredos de “O Último Voo da Nave”, a turnê que estreia neste sábado em São Paulo e promete emocionar gerações inteiras que cresceram com a apresentadora.
Com a nave construída em Amsterdã pela mesma equipe que trabalhou com Beyoncé, a estrutura chegou ao Brasil na semana passada e superou até as expectativas da própria Xuxa. A artista confessou que o resultado ficou mais bonito do que imaginava, e até sua filha Sasha concordou: “Mãe, tá mais bonita do que eu imaginava”. Para quem cresceu em Perus e na Zona Noroeste, essa turnê representa um marco geracional – a chance de reviver a infância em uma experiência imersiva que mistura nostalgia com tecnologia de ponta.

Xuxa admitiu estar vivendo um misto de sentimentos: ansiedade, nervosismo e cansaço. Mas o que mais a preocupa é garantir que tudo dê certo para o público. “Estou muito preocupada que tudo dê certo. Eu não sento num banquinho com violão e canto, porque eu não tenho voz, mas então é uma proposta de uma experiência, onde todo mundo possa ver e reviver coisas do passado com cara de futuro”, explicou a apresentadora. Essa abordagem inovadora é exatamente o que faz a turnê ser tão aguardada nas redes sociais de São Paulo e região.
O espetáculo será dividido em blocos temáticos que percorrem diferentes eras da carreira de Xuxa: desde o clássico “Xou da Xuxa” até “Lua de Cristal”, passando por “Mundo Encantado” e “Planeta Xuxa”. A produção contará com pelo menos três mudanças de visual, com releituras de trajes icônicos. “Tem muita coisa legal. Eu nunca tive tanta luz, tantos efeitos… Tem um bloco só sobre natureza, onde eu vou estar reforçando tudo o que eu já falava lá e que hoje é quase que uma bandeira para mim. Tem pra galera LGBT, tem a parte do arco-íris que eu quero segurar realmente essa bandeira”, revelou.

Pela primeira vez, Xuxa estará acompanhada por um balé de 18 integrantes, e as ex-Paquitas ganham destaque especial. Algumas das 14 Paquitas históricas estarão presencialmente no palco, enquanto as demais serão lembradas no telão. A apresentadora aproveitou para esclarecer boatos sobre afastamentos: “Muita gente fala: 'a Xuxa deixou de falar com alguma Paquita por causa de política'. Não, eu só deixo de falar com Paquita se é homofóbica. Para mim, eu não suporto isso. Homofobia não dá para mim”. Essa postura reforça o compromisso de Xuxa com inclusão e respeito, valores que ressoam fortemente com o público de Perus.
O repertório contará com 31 músicas, incluindo o clássico “Ilariê” em português, inglês e espanhol – uma primeira vez que celebra o alcance internacional de Xuxa. Algumas canções ganharão trechinhos em medleys, enquanto outras, como “Amiguinha Xuxa”, ficarão de fora. Xuxa precisou regravar 20 músicas em um tom e meio abaixo para se adaptar à sua voz atual. “Estou cantando em um tom e meio abaixo. E eu tive que refazer as 17 músicas, três eu já tinha feito, então são 20 músicas, com a minha voz atual”, contou.

Para se preparar fisicamente, Xuxa iniciou um regime intenso: caminha cinco quilômetros diariamente, faz pilates, musculação e, há dois dias, começou fonoaudiologia para reduzir a rouquidão. “Essa preparação eu estou fazendo. Já tem algum tempo que eu ando meus cinco quilômetros, estou fazendo pilates, estou fazendo musculação. Comecei agora, tem dois dias, a fazer fonoaudiologia pra poder tirar um pouco essa minha rouquidão, para poder me comunicar com as pessoas, mas [cantar] é uma coisa que eu não gosto. Eu estou fazendo realmente que é para eles”, confessou.
A apresentação no Maracanã, marcada para 20 de dezembro, será transmitida pela Globo e Multishow, e Xuxa já tem duas convidadas em mente: Ivete Sangalo e Anitta. Embora as participações dependam das agendas das artistas, a expectativa é que o show seja memorável. Xuxa também expressou o desejo de levar a turnê para o Nordeste, especialmente para Recife e Fortaleza, seu grande sonho. “Eu gostaria de fazer show no Nordeste, que ainda não está fechado, mas eu quero fazer muito show no Nordeste, na minha linda Recife ou em Fortaleza”.

Apesar do título da turnê, Xuxa deixou claro que não está se aposentando. “Eu não estou me aposentando, eu estou aposentando a nave, porque quando eu aposento a nave, eu aposento essa imagem que as pessoas imaginam. Eu posso, agora, fazer esse personagem do passado voltar, mas depois eu quero que essa mulher de 60 e poucos anos, 63, 65, 70 anos, apareça do jeito que ela quiser. Eu gostaria que as pessoas me permitissem e deixassem que eu envelhecesse”, refletiu.
Sobre um possível retorno à televisão, Xuxa é cautelosa. “Eu não sei se eu me encaixo hoje em dia na televisão, em um projeto que não tenha as coisas que eu gosto, que eu acredito, ou criança ou bicho, ou o meu DNA. E eu não sei se as pessoas querem ver isso”. Ainda assim, não descarta novos desafios: “Eu gostaria de fazer alguma coisa bacana? Gostaria, se tivesse alguma coisa bacana pra eu fazer. Óbvio, não vou dizer, não vou ser hipócrita de dizer, 'não, não quero, não quero mais'. Eu gosto de desafios”.
Destaques do Conhecimento
- A nave foi construída em Amsterdã pela mesma equipe que trabalhou com Beyoncé na Cowboy Carter Tour
- O repertório contará com 31 músicas, incluindo “Ilariê” em português, inglês e espanhol pela primeira vez
- Xuxa estará acompanhada por um balé de 18 integrantes e ex-Paquitas presencialmente no palco
- A turnê estreia em 25 de julho em São Paulo, seguida por Curitiba (26 de setembro), Belo Horizonte (14 de novembro) e Rio de Janeiro no Maracanã (20 de dezembro)
- Xuxa reafirma seu compromisso com inclusão e respeito, especialmente com a comunidade LGBT
Fonte original: Hugo Gloss | Adaptação: Equipe Perus Online







































