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Tarifaço de Trump afeta bolso do trabalhador paulista: Brasil sofre segunda maior sobretaxa dos EUA

Governo Trump impõe nova sobretaxa de 12,5% contra o Brasil, somando 37,5% em tarifas. A medida afeta diretamente o custo de vida do trabalhador paulista, especialmente em produtos importados e na cadeia de produção local.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) uma nova tarifa de 12,5% contra o Brasil sob a Seção 301 da Lei de Comércio. Essa sobretaxa se soma aos 25% já impostos na semana anterior, totalizando uma tarifa média efetiva de 37,5% para produtos brasileiros.

O Brasil agora ocupa a segunda posição entre os países mais atingidos pelo tarifaço de Trump, ficando atrás apenas da China. Segundo cálculos da iniciativa Global Trade Alert (GTA), o país enfrenta uma tarifa média efetiva de 18,89% — um impacto direto no bolso do consumidor paulista.

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Governo Trump intensifica pressão comercial contra o Brasil com novas tarifas

O que muda para São Paulo e Perus?

Para o trabalhador paulista, especialmente na Zona Noroeste e em Perus, essa medida representa aumento de preços em produtos do dia a dia. Eletrodomésticos, peças automotivas, alimentos processados e matérias-primas importadas ficarão mais caros. Pequenos negócios e comércios locais que dependem de importação enfrentarão pressão nos custos.

A acusação usada por Trump é controversa. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) argumenta que o Brasil não proíbe legalmente a importação de produtos feitos com trabalho forçado. Especialistas apontam que essa justificativa é frágil, já que o Brasil é referência internacional no combate ao trabalho escravo.

O USTR enquadrou o Brasil na categoria de países que, segundo sua avaliação, não fiscalizam efetivamente a entrada de produtos com trabalho forçado. Ao todo, 54 países foram classificados nesse grupo, mas o Brasil recebeu as maiores tarifas.

Contexto político e comercial

Especialistas avaliam que essa nova rodada de tarifas pode funcionar como substituta das tarifas globais de 10% pela Seção 122, cuja vigência termina no fim de julho. O governo Trump busca bases legais alternativas após a Justiça americana considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para esse fim.

Jamieson Greer, representante dos EUA para o comércio, afirmou que “a falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável”. Ele sinalizou que, se os países não negociarem, os EUA imporão novas tarifas ou multas.

Normalmente, investigações sob a Seção 301 duram um ano, mas os EUA já sinalizaram interesse em acelerar o processo.

Destaques do Conhecimento

  • Brasil é o segundo país mais atingido pelo tarifaço de Trump, com tarifa média efetiva de 18,89%
  • Nova sobretaxa de 12,5% se soma aos 25% já impostos, totalizando impacto significativo na economia brasileira
  • Acusação de trabalho forçado é controversa; Brasil é referência internacional no combate ao trabalho escravo
  • Impacto direto no custo de vida do trabalhador paulista em produtos importados e cadeia de produção local

Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online