Uma criança de um ano e quatro meses faleceu em uma instituição de educação infantil conveniada à prefeitura de São Paulo, localizada no bairro do Brás, após sofrer asfixia ao ficar presa entre uma grade e uma parede. O incidente, ocorrido na quarta-feira (22 de julho), mobilizou a Polícia Civil e levantou questões críticas sobre segurança infantil, supervisão de crianças e responsabilidade de creches em São Paulo. A morte do menino Abdoulaye Dieng, filho de senegaleses, resultou na abertura de investigação contra cinco funcionários da CEI Luz do Brás, incluindo diretora, coordenadora, pedagogas e professora.
O acidente aconteceu durante uma atividade recreativa quando a criança colocou a cabeça em um espaço entre uma grade e alvenaria, ficando presa. Segundo relato do advogado da família, Erson de Oliveira, o menino foi deixado na creche às 7h30 e, por volta das 8h40, a instituição enviou mensagem informando que a criança estava sendo atendida na UBS da Mooca por mal-estar. Porém, a criança já havia falecido. O laudo médico apontou asfixia como causa da morte, com evidências de luta pela vida, incluindo roxo no pescoço e ferimentos no corpo.
A investigação está sob responsabilidade do 8º Distrito Policial (Brás) e foi inicialmente classificada como homicídio culposo. A Polícia Civil solicitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC) para apurar as circunstâncias do ocorrido. O advogado da família questionou a falta de monitoramento adequado, destacando que nenhum funcionário ou monitor estava acompanhando a criança no momento do acidente.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB), manifestou solidariedade aos familiares e informou que equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) estão prestando suporte à família. A secretaria também afirmou que colabora integralmente com as investigações e adotará providências cabíveis após conclusão da apuração dos fatos.
Este caso reacende o debate sobre a qualidade da supervisão em creches conveniadas. De acordo com dados da prefeitura, das mais de 4 mil escolas municipais de São Paulo, aproximadamente 2.500 são da rede conveniada, o que representa mais de 60% das instituições. A morte do bebê levanta preocupações sobre padrões de segurança, treinamento de funcionários e responsabilidade civil das entidades privadas que gerenciam essas unidades com recursos públicos.
Destaques do Conhecimento
- Criança de um ano e quatro meses morreu por asfixia em creche conveniada no Brás, São Paulo
- Cinco funcionários da CEI Luz do Brás estão sendo investigados por negligência e falta de supervisão adequada
- Acidente ocorreu durante atividade recreativa quando menino ficou preso entre grade e parede
- Mais de 60% das escolas municipais de São Paulo são da rede conveniada, geridas por entidades privadas
- Investigação classificada como homicídio culposo, com exames solicitados ao IML e IC
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Perus Online
Caption: Creche onde ocorreu o acidente fatal com bebê em São Paulo – Imagem ilustrativa da tragédia que mobilizou investigações sobre segurança infantil em instituições conveniadas






































