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Decreto de Lula contra fraudes digitais enfrenta resistência: entenda o impacto para o paulista

Oposição tenta derrubar decreto que obriga plataformas a combater fraudes e golpes. A medida afeta diretamente o bolso do trabalhador paulista, que é alvo frequente de crimes digitais e estelionatos nas redes sociais.

A oposição abriu uma ofensiva no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal para tentar derrubar o decreto do governo Lula que obriga plataformas digitais, redes sociais e provedores de internet a adotarem medidas mais rigorosas contra crimes, fraudes, golpes e conteúdos ilícitos nas redes.

O Decreto nº 12.975/2026 altera a regulamentação do Marco Civil da Internet e amplia os deveres das big techs em temas como moderação de conteúdo, remoção de publicações, proteção de usuários, transparência e combate a práticas criminosas no ambiente digital. A norma também aumenta o papel da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) na fiscalização do setor.

Por que isso importa para você? São Paulo é um dos estados com maior incidência de fraudes digitais e golpes nas redes sociais. Trabalhadores, pequenos empresários e aposentados da Zona Noroeste e de Perus são frequentemente vítimas de estelionatos, roubo de dados e clonagem de contas. O decreto buscava justamente proteger esses usuários.

A reação da oposição ocorre em duas frentes. No Congresso, parlamentares apresentaram Projetos de Decreto Legislativo para sustar os efeitos do decreto. No STF, o PRD entrou com uma ação contra a medida do governo Lula.

O principal argumento dos opositores é que o Executivo teria usado um decreto para criar obrigações que deveriam ser discutidas e aprovadas por lei no Congresso. Parlamentares também afirmam que a norma pode estimular a remoção excessiva de conteúdos e abrir brecha para censura.

No Senado, pelo menos quatro projetos passaram a tramitar em conjunto na Comissão de Constituição e Justiça. Estão nesse bloco os PDLs 398, 460, 467 e 470 de 2026. O PDL 398 foi apresentado pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. O PDL 460 é de Magno Malta (PL-ES). O PDL 470 é de Esperidião Amin (PP-SC).

Esperidião Amin afirmou que o decreto representa risco à liberdade de expressão. Em pronunciamento no Senado, o parlamentar disse que a medida amplia as atribuições da ANPD na fiscalização de conteúdos publicados na internet e pode abrir espaço para censura.

Na Câmara, o PDL 454/2026, apresentado pelo deputado Mauricio Marcon (PL-RS), tenta sustar os decretos 12.975 e 12.976, ambos editados pelo governo Lula em maio. A proposta está aguardando despacho do presidente da Câmara.

O texto apresentado por Marcon afirma que os decretos tratam de deveres de provedores de aplicações de internet e plataformas digitais, moderação de conteúdo, responsabilização de intermediários e competências fiscalizatórias da ANPD. Na justificativa, o deputado sustenta que o Executivo ultrapassou os limites do poder regulamentar.

Disputa chega ao STF

Além da movimentação no Legislativo, a disputa chegou ao Supremo. O PRD acionou o STF para tentar derrubar o decreto de Lula que regulamentou pontos do Marco Civil da Internet. O partido pediu que a ação fique sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que participou do julgamento sobre a responsabilidade das plataformas digitais.

O embate ocorre em meio à tentativa do governo de avançar sobre a regulação das big techs depois de decisões do STF que ampliaram a discussão sobre a responsabilidade das plataformas por conteúdos ilícitos e falhas sistêmicas de moderação.

Para o governo, as novas regras buscam proteger usuários, combater crimes, fraudes e golpes digitais e dar mais transparência à atuação das plataformas. Para a oposição, o decreto concentra poder regulatório no Executivo e contorna o Congresso em um tema sensível para a liberdade de expressão.

A disputa agora depende do ritmo de tramitação dos PDLs no Congresso e da análise do STF sobre a ação apresentada contra a norma. Na prática, o decreto virou um novo ponto de confronto entre Planalto, oposição, big techs e parlamentares que defendem que a regulação das plataformas seja feita exclusivamente por lei aprovada pelo Legislativo.

Destaques do Conhecimento

  • O Decreto nº 12.975/2026 obriga plataformas digitais a adotarem medidas contra crimes, fraudes e golpes nas redes sociais
  • Oposição apresentou quatro Projetos de Decreto Legislativo no Senado e um na Câmara para sustar a norma
  • PRD acionou o STF contra o decreto, argumentando que o Executivo ultrapassou seus limites regulamentares
  • O decreto amplia o papel da ANPD na fiscalização de plataformas digitais e big techs
  • Debate central: se a regulação deve ser feita por decreto ou por lei aprovada pelo Congresso

Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online