Diarista presa em Minas Gerais confessou crime e usou cartões de crédito das vítimas para tentar converter limite em dinheiro. Caso reforça importância de vigilância em condomínios e segurança doméstica na região metropolitana.
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu Paola Stefany Neto Cirino, 30 anos, suspeita de matar um casal de idosos com ao menos 24 facadas em Belo Horizonte. Segundo o delegado Gustavo Barletta, a diarista utilizou os cartões de crédito das vítimas após o crime, tentando converter limite em dinheiro em estabelecimentos comerciais.

A vítima masculina, o advogado Cláudio Atala Inácio, 70 anos, foi atingido por 17 facadas. Sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 68 anos, recebeu sete golpes. Os dois foram encontrados mortos no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. O filho do casal estranhou a falta de contato desde a manhã de segunda-feira e acionou a polícia.
Segundo a investigação, Paola permaneceu no apartamento por quase oito horas. Câmeras de segurança do condomínio registraram sua entrada por volta das 7h e saída às 15h30. Ao deixar o prédio, ela vestia roupas diferentes das que usava ao chegar e carregava uma sacola que pertencia a uma das vítimas.
O delegado Gustavo Barletta relatou que a suspeita procurou um estabelecimento comercial oferecendo passar um cartão de crédito no valor de aproximadamente R$ 4 mil em troca de dinheiro em espécie, propondo que o comerciante ficasse com parte do valor como comissão. O dono do restaurante procurou a polícia e forneceu informações cruciais para a investigação.
A perícia não encontrou sinais de arrombamento no apartamento, mas identificou uma gaveta revirada onde eram guardadas semijoias. Familiares também relataram o desaparecimento de objetos, como celulares e uma bolsa de grife. Paola confessou o crime e afirmou ter vendido os itens levados do apartamento por cerca de R$ 3 mil. Os agentes encontraram com ela o valor de R$ 18 mil em dinheiro.
Uma peça de roupa com manchas de sangue foi localizada em uma caçamba de lixo e será submetida à perícia. A principal linha de investigação é de latrocínio, crime de roubo seguido de morte.
A Polícia Civil informou que o caso segue em apuração, com a realização de depoimentos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) anunciou a criação de uma comissão especial para atuar como assistente de acusação no processo criminal, caso haja denúncia.
Destaques do Conhecimento
- Diarista confessou ter matado casal de idosos com 24 facadas no total
- Suspeita utilizou cartões de crédito das vítimas para tentar converter limite em dinheiro
- Câmeras de segurança registraram permanência de quase 8 horas no apartamento
- Investigação apura latrocínio (roubo seguido de morte)
- Objetos roubados foram vendidos por R$ 3 mil no mercado paralelo
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online

































