Michelle Bolsonaro abandona presidência do PL Mulher em meio a desentendimento com Flávio. A ex-primeira-dama prioriza cuidados com o ex-presidente e filha, deixando vago cargo que recebia R$ 33 mil mensais.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou ontem a presidência do PL Mulher, encerando um período marcado por tensões internas na família Bolsonaro. A decisão foi comunicada após conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro e representa mais um capítulo da crise que envolve o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo partido.
Michelle justificou sua saída alegando necessidade de se dedicar “integralmente” aos cuidados com o marido e a filha. O comunicado oficial não menciona possível desistência de candidatura ao Senado por Brasília, onde é cotada para integrar a chapa da governadora Celina Leão (PP).

O desentendimento entre Michelle e Flávio eclodiu após crítica pública da ex-primeira-dama à aliança do PL do Ceará com Ciro Gomes (PSDB). Flávio respondeu com uma ligação que Michelle descreveu como “ríspida” e “desrespeitosa”. A ex-primeira-dama comparou a atitude do senador a uma “punhalada”.
Flávio posteriormente pediu desculpas públicas, afirmando não ter tido intenção de ofender Michelle e reconhecendo seu trabalho à frente do PL Mulher e os cuidados dedicados ao ex-presidente. Na última sexta-feira, o senador declarou que o assunto era “página virada” e “bola para frente”.
Com a saída, Michelle deixa de receber o salário mensal de R$ 33.848,30, valor equivalente ao do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ela havia recebido quatro pagamentos totalizando R$ 135.393,20.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que Michelle “não está jogando a toalha” e destacou sua importância estratégica para atrair votos de mulheres e evangélicos. Damares elogiou o legado deixado pela ex-primeira-dama no comando do PL Mulher.
Destaques do Conhecimento
- Michelle Bolsonaro deixa presidência do PL Mulher após crise com Flávio Bolsonaro
- Ex-primeira-dama prioriza cuidados com ex-presidente e filha, deixando cargo que pagava R$ 33 mil mensais
- Desentendimento ocorreu após crítica de Michelle à aliança do PL do Ceará com Ciro Gomes
- Flávio pediu desculpas publicamente, mas tensão permanece na pré-campanha presidencial
- Michelle é considerada peça estratégica para atrair votos de mulheres e evangélicos
Fonte original: UOL | Adaptação: Equipe Perus Online

































