Operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23/6) mira banco de Edir Macedo. Instituição financeira foi autorizada a operar empréstimos consignados para policiais militares de São Paulo enquanto enfrentava crise com prejuízos de até R$ 500 milhões.
Mais de 50 agentes da Polícia Federal cumpriram mandados contra o Banco Digimais na manhã desta terça-feira (23/6). A operação investiga irregularidades na condução da instituição, incluindo suspeitas de alteração de informações contábeis e geração artificial de receitas para mascarar a real situação financeira.

O controlador do banco é o bispo evangélico Edir Macedo. Segundo a PF, há indícios de que a instituição criou mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a realidade.
Em setembro de 2025, o governo Tarcísio de Freitas autorizou o Digimais a conceder empréstimos consignados com descontos em folha de pagamento para policiais militares de São Paulo. O acordo tem duração até 2030 e abriu grande clientela em potencial, já que a PM conta com mais de 80 mil agentes ativos.
Contudo, a autorização ocorreu em momento crítico para a instituição. Relatórios de 2024 e 2025 indicavam alta inadimplência e necessidade de aportes recorrentes para evitar a quebra do banco. Na época da publicação do acordo, o Digimais acumulava prejuízo de R$ 250 milhões, valor que chegou a quase R$ 500 milhões em fevereiro de 2026.
Com os descontos diretamente na folha de pagamento, o crédito consignado costuma oferecer juros menores que os de mercado. A medida também ajuda a garantir mais liquidez nos momentos de crise financeira.
O próprio Edir Macedo forneceu aportes recorrentes para manter a instituição funcionando durante o período de dificuldades financeiras.
Destaques do Conhecimento
- Operação da PF contra Banco Digimais investiga fraudes contábeis e geração artificial de receitas
- Instituição foi autorizada a operar consignado na PM-SP em setembro de 2025, quando já enfrentava crise com prejuízos de R$ 250 milhões
- Prejuízos do banco chegaram a quase R$ 500 milhões em fevereiro de 2026, com alta inadimplência
- Acordo com governo Tarcísio abriu acesso a mais de 80 mil policiais militares ativos como potencial clientela
Fonte original: Metrópoles São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online


































