Jovem sofre agressão brutal no Metrô de SP e agressor é liberado. Pai critica soltura e questiona segurança no transporte público da capital.
Uma auxiliar de compras de 24 anos foi vítima de uma agressão severa na estação Parada Inglesa, na Linha 1-Azul do Metrô, na última segunda-feira (15). O incidente deixou a vítima com fraturas no maxilar, joelho, nariz e três dentes quebrados. Apesar da gravidade das lesões, o suspeito foi liberado ainda no mesmo dia pela Polícia Civil, gerando indignação na família e questionamentos sobre a segurança nos transportes públicos da capital.
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O pai da vítima, Paulo Roberto Raudenberg, expressou sua revolta com a decisão judicial. Segundo ele, foi informado na delegacia que o agressor já possuía dois registros anteriores de agressão em São Paulo. “É uma vergonha o sistema de Justiça desse país. O rapaz quase matou a minha filha e enquanto eu estava no hospital com ela, ele já tinha sido solto”, desabafou o pai.
A agressão ocorreu de forma inesperada na plataforma de embarque. O suspeito, identificado como Rodrigo de Oliveira, 25 anos, perseguiu a amiga da vítima e, ao tentar alcançá-la, atingiu a jovem com um chute no joelho que a derrubou. Mesmo caída e machucada, o agressor continuou desferindo chutes na face e cabeça da vítima até desmaiar.
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A vítima foi socorrida por funcionários do Metrô e encaminhada ao Hospital Mandaqui, onde recebeu atendimento médico. Ela relata que a agressão não foi tentativa de roubo, pois seus dois celulares caíram no chão durante o ataque e o agressor não os pegou. “Ele queria que eu morresse, queria a minha vida”, afirmou a jovem em depoimento.
O caso foi registrado como lesão corporal no 73º Distrito Policial do Jaçanã, mas a vítima contesta essa classificação e afirma que foi vítima de tentativa de feminicídio. Ela pretende prestar nova queixa à polícia após realizar exame de corpo de delito.
Paulo Roberto também criticou a falta de segurança dentro da estação. Segundo ele, a estação tinha cerca de 15 funcionários e agora conta com apenas dois no horário de pico. “O próprio funcionário me disse que a estação tinha cerca de 15 funcionários e agora tem apenas dois no horário para contar de uma estação inteira. É uma situação que revolta ainda mais, porque a gente percebe que não tem segurança, para as mulheres principalmente, nem dentro, nem fora do transporte público”, afirmou.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi encaminhado ao 39º Distrito Policial para investigação aprofundada. A polícia vai ouvir a vítima e sua amiga, além de coletar imagens das câmeras de segurança da estação. A SSP também ressaltou que a tipificação do crime poderá ser revista conforme o avanço das investigações e análise dos laudos periciais.
A vítima relata estar traumatizada e apreensiva em relação ao uso do Metrô. Ela está procurando orientação jurídica para denunciar formalmente o agressor e pretende passar por acompanhamento psicológico para lidar com as sequelas emocionais do ataque.
Destaques do Conhecimento
- Jovem de 24 anos sofreu agressão brutal na estação Parada Inglesa da Linha 1-Azul do Metrô, com fraturas no maxilar, joelho, nariz e três dentes quebrados
- Suspeito Rodrigo de Oliveira, 25 anos, foi liberado pela Polícia Civil no mesmo dia, apesar de ter dois registros anteriores de agressão em São Paulo
- Vítima classifica o ataque como tentativa de feminicídio, não como lesão corporal simples como foi registrado
- Falta de segurança na estação: redução de 15 para apenas 2 funcionários no horário de pico
- Caso será investigado pelo 39º Distrito Policial com análise de câmeras de segurança e laudos periciais
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online
































