O Brasil intensifica esforços diplomáticos para contornar a decisão europeia que suspendeu suas exportações de proteína animal. A questão central envolve regulamentações sobre o uso de antimicrobianos na pecuária, medicamentos utilizados tanto para tratamento de infecções quanto para estimular o crescimento dos rebanhos. O governo trabalha contra o relógio, com prazo até setembro para encontrar soluções que satisfaçam os critérios de conformidade estabelecidos pela União Europeia.
O Ministério das Relações Exteriores, através do ministro Mauro Vieira, mantém negociações diretas com o comissário de Comércio europeu. Paralelamente, o Ministério da Agricultura e representantes do setor produtivo desenvolvem estratégias para atender às exigências do bloco, que incluem inspeções presenciais em propriedades rurais brasileiras.
Segundo Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, a exclusão não reflete problemas sanitários na produção nacional. O setor já segue protocolos rigorosos de controle, mas está disposto a ampliar os mecanismos de fiscalização. A proposta envolve adicionar uma camada extra de certificação oficial do Ministério da Agricultura, complementando o autocontrole das empresas e as declarações dos produtores.
O mercado europeu representa um dos maiores compradores de carne bovina e de aves com valor agregado. As exportações desses dois produtos para a Europa somam mais de US$ 1 bilhão anuais, impactando significativamente a economia brasileira. A decisão europeia, formalizada em 5 de junho, retirou o Brasil da lista de países em conformidade para exportação de carne bovina, frango, carne equina, além de tripas, pescado e mel.
A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados reafirmou confiança no sistema de inspeção sanitária brasileiro e no trabalho do Ministério da Agricultura. A entidade continua colaborando com o governo para fortalecer os controles sanitários e garantir a qualidade dos produtos destinados ao mercado internacional.
Destaques do Conhecimento
- Brasil foi excluído da lista europeia de países autorizados a exportar produtos de origem animal devido a questionamentos sobre uso de antimicrobianos na pecuária
- Governo trabalha para reverter decisão antes de setembro, quando o veto começará a produzir efeitos comerciais
- Setor produtivo está disposto a ampliar mecanismos de fiscalização, incluindo inspeções presenciais em propriedades rurais
- Exportações para Europa somam mais de US$ 1 bilhão anuais em carne bovina e de aves com valor agregado
- Ministério da Agricultura deve adicionar certificação oficial complementando o autocontrole das empresas
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Perus Online
Caption: Negociações diplomáticas entre Brasil e União Europeia buscam reverter suspensão de exportações de carne brasileira relacionada ao uso de antimicrobianos na pecuária





































