A Sabesp, empresa responsável pelo saneamento em São Paulo, foi privatizada em julho de 2024 e segue operando na Capital e região. Recentemente, uma obra da companhia no Jaguaré causou explosão que destruiu casas, reacendendo debates sobre qualidade do serviço e tarifas na Zona Noroeste.
A privatização movimentou R$ 14,8 bilhões em oferta de ações. O governo paulista deixou de controlar a empresa, reduzindo sua participação de 50,3% para 18,3%. A Equatorial Energia entrou como investidora de referência com 15% do capital, pagando R$ 6,9 bilhões.
Para moradores de Perus, Jaraguá e Anhanguera, a mudança trouxe promessas de universalização do saneamento até 2029, com meta de 99% de cobertura de água potável e 90% de coleta de esgoto. Porém, dados recentes apontam aumento de reclamações: a média mensal de queixas cresceu 70% entre janeiro e março de 2026.

Enquanto reclamações aumentam, a empresa divulgou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 32,3% em relação a 2025. Esse cenário contrasta com relatos de moradores sobre aumento de tarifas de até 20% e queda na pressão da água em bairros da Zona Noroeste.
O incidente no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, ocorreu quando a Sabesp realizava remanejamento de tubulação de água. A obra atingiu uma rede de gás, causando vazamento que resultou em explosão. Ao menos 35 casas foram atingidas e houve registro de morte. A Comgás confirmou que foi acionada para eliminar o vazamento.
Para a população de Perus e região, o caso reforça preocupações sobre a qualidade da infraestrutura de saneamento. A Zona Noroeste, historicamente carente de investimentos em saneamento básico, depende dos serviços da Sabesp para abastecimento de água e coleta de esgoto. Moradores próximos à Linha 7-Rubi da CPTM e às Rodovias Anhanguera e Bandeirantes relatam problemas recorrentes de pressão baixa e interrupções no fornecimento.
A empresa afirmou que as causas da explosão serão apuradas pelas autoridades competentes. Sabesp informou que acompanhava protocolo de segurança com a concessionária de gás durante os trabalhos.
Destaques do Conhecimento
- Sabesp foi privatizada em julho de 2024 por R$ 14,8 bilhões, com governo paulista reduzindo participação de 50,3% para 18,3%
- Reclamações contra a empresa cresceram 70% entre janeiro e março de 2026, passando de 1.041 para 1.770 mensais
- Metas incluem universalização de saneamento até 2029 com 99% de cobertura de água e 90% de coleta de esgoto
- Lucro da Sabesp cresceu 32,3% no primeiro trimestre de 2026, enquanto tarifas aumentaram até 20% para consumidores
- Explosão no Jaguaré ocorreu durante obra de remanejamento de tubulação de água que atingiu rede de gás
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online







































