Centrão abandona proposta que ampliaria jornada para 52 horas semanais. Vitória para trabalhadores de São Paulo que enfrentam rotinas exaustivas nas periferias.
Líderes de partidos do Centrão pediram nesta quarta-feira (20) a retirada de tramitação da emenda que criava brechas para jornadas de 52 horas semanais e adiava a redução da carga horária por dez anos. O recuo acontece após forte repercussão negativa nas redes sociais e pressão gerada pela divulgação do conteúdo da proposta.
Para o trabalhador paulista, especialmente nas regiões periféricas como Perus, essa notícia representa um alívio. A proposta original previa redução gradual da jornada para 36 horas, mas a emenda alterava profundamente esse objetivo, reduzindo a meta para 40 horas e criando brechas para jornadas ainda maiores.

Em nota conjunta, líderes do MDB, Republicanos, PSD, Podemos, União Brasil, PP e da federação PSDB-Cidadania solicitaram ao presidente da Câmara, Hugo Motta, a retirada da tramitação para evitar “distorções que comprometem a clareza do debate”. A movimentação representa um desembarque em massa do Centrão da proposta que havia sido defendida por parlamentares ligados à extrema direita e ao setor empresarial.
A emenda criava brechas para ampliação da jornada semanal em até 30% acima do limite constitucional e ampliava o chamado “negociado sobre o legislado” em temas como banco de horas, escalas, teletrabalho e trabalho intermitente. Também previa redução de encargos patronais, incluindo corte de 50% da contribuição ao FGTS.
Entre os parlamentares que assinaram a proposta estavam nomes da extrema direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Sóstenes Cavalcante, Marco Feliciano e Zé Trovão.
O recuo dos líderes partidários coloca em dúvida a continuidade da tramitação da proposta e evidencia o desgaste político provocado pela repercussão pública do texto. Na terça-feira (19), o deputado Eunício Oliveira (MDB-CE) pediu a retirada de sua assinatura após afirmar que havia assinado de maneira inadvertida. Também na terça-feira, o líder da bancada do PDT na Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), retirou sua assinatura após pressão interna dentro do partido.
Destaques do Conhecimento
- Centrão abandona proposta que ampliaria jornada para 52 horas semanais após repercussão negativa
- Emenda criava brechas para ampliação de jornada em até 30% acima do limite constitucional
- Proposta previa redução de encargos patronais, incluindo corte de 50% da contribuição ao FGTS
- Parlamentares da extrema direita foram os principais defensores da medida
- Recuo político evidencia desgaste provocado pela mobilização pública contra a emenda
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online







































