O Ministério Público Eleitoral denunciou irregularidades na campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo. A representação aponta doações de pessoas falecidas, doadores com renda incompatível e despesas milionárias sem comprovação.
O Ministério Público Eleitoral de São Paulo apresentou uma representação formal à Justiça Eleitoral apontando graves irregularidades na prestação de contas da campanha de Tarcísio de Freitas ao governo estadual em 2022. O total de inconsistências alcança aproximadamente R$ 25,2 milhões, equivalente a 67,5% das despesas contratadas.
Entre os problemas identificados está uma doação de R$ 600 atribuída a uma pessoa já falecida. Segundo o órgão, a suposta doadora constava no sistema de controle de óbitos, indicando possível arrecadação irregular.
Outro ponto crítico envolve doadores com renda incompatível com os valores transferidos. Nomes como Regina Celia Procopio Grisi, Gardel Rodrigues do Amaral e José Ivelto Castagna aparecem como doadores de valores elevados, apesar de renda formal insuficiente. Para o Ministério Público, essa prática pode caracterizar o uso de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.
A empresa Beacon Comunicações Ltda. recebeu R$ 24,3 milhões, equivalente a 65,46% do total de despesas. Segundo a representação, não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a regularidade integral dos serviços prestados.
Outra empresa sob suspeita é a Inove Administração Gestão e Participações em Serviços Médicos. A sócia está inscrita no Cadastro Único de programas sociais, o que levanta dúvidas sobre a capacidade da empresa para prestar os serviços contratados.
A campanha também pagou R$ 75 mil à jornalista Vanessa Mauri Campetti, esposa do deputado estadual Danilo Campetti. Mauricio Pozzobon Martins, cunhado de Tarcísio, recebeu R$ 60 mil por atividades descritas como administração financeira.
Segundo especialistas em direito eleitoral, as irregularidades podem levar à cassação do diploma dos eleitos. A legislação prevê que, comprovada a captação ou o gasto ilícito de recursos, há risco de perda do mandato.
Apesar dos apontamentos, a prestação de contas foi aprovada com ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo em maio de 2023. O Tribunal Superior Eleitoral manteve a aprovação, aplicando critérios de proporcionalidade.
Entenda os pontos principais:
- Ministério Público aponta R$ 25,2 milhões em irregularidades na campanha de Tarcísio, equivalente a 67,5% das despesas
- Doação de R$ 600 atribuída a pessoa falecida e doadores com renda incompatível caracterizam possível uso de laranjas
- Cassação do diploma é possível se comprovada a captação ou gasto ilícito de recursos, segundo especialistas em direito eleitoral
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online







































