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Operação Fallax: PF desmancha esquema bilionário de fraude bancária entre Fictor e Comando Vermelho em São Paulo

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira uma operação de grande envergadura que revelou a conexão entre organizações criminosas e grupos empresariais na execução de fraudes bancárias de proporções gigantescas. A investigação, denominada Operação Fallax, identificou prejuízos que podem ultrapassar meio bilhão de reais, envolvendo instituições financeiras de grande porte e estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em três estados brasileiros, com prisões de pelo menos 15 pessoas, incluindo executivos e operadores do esquema.

O modelo criminoso funcionava através da criação de empresas fictícias que simulavam atividades econômicas legítimas. Os investigadores descobriram que o sistema utilizava documentação adulterada, movimentações financeiras artificiais e a cooptação de funcionários bancários para facilitar a liberação de créditos fraudulentos. As organizações envolvidas abriram centenas de empresas de fachada com dados padronizados, que inicialmente cumpriam obrigações fiscais para ganhar credibilidade junto às instituições financeiras.

Após conquistar confiança nos bancos, essas empresas apresentavam faturamentos inflados através de documentos manipulados, permitindo acesso a limites de crédito elevados. Transações cruzadas e transferências sem origem real eram realizadas para criar históricos bancários convincentes. Funcionários infiltrados nos sistemas bancários facilitavam operações irregulares, inserindo informações falsas e liberando recursos ilícitos sem despertar suspeitas.

O ciclo de operação dessas empresas durava entre um e dezoito meses, após o qual eram abandonadas, deixando dívidas milionárias para as instituições financeiras. Bancos como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra sofreram perdas significativas com esse esquema coordenado.

A investigação iniciou em 2024 quando foram identificados indícios de um sistema estruturado com ligações ao crime organizado do Rio de Janeiro. O Grupo Fictor funcionava como núcleo central da operação, coordenando as atividades financeiras ilícitas. A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos de até quarenta e sete milhões de reais, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas e empresas envolvidas.

Os investigados podem responder por crimes graves incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e delitos contra o sistema financeiro nacional. As penas, quando somadas, podem ultrapassar cinquenta anos de prisão. Entre os alvos está Rafael de Gois, CEO da Fictor, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos durante a operação.

Destaques do Conhecimento

  • Operação Fallax desmantelou rede de fraude bancária com prejuízos superiores a R$ 500 milhões
  • Grupo Fictor e Comando Vermelho utilizavam mesma estrutura de empresas fictícias para lavagem de dinheiro
  • Funcionários bancários foram cooptados para facilitar liberação de créditos fraudulentos
  • Bloqueio de R$ 47 milhões em bens e ativos dos investigados foi determinado pela Justiça
  • Penas podem ultrapassar 50 anos de prisão para os envolvidos na organização criminosa

Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Perus Online

Caption: Operação Fallax da Polícia Federal desmantelou esquema sofisticado de fraude bancária envolvendo empresas fictícias e crime organizado, resultando em prisões e bloqueio de milhões em ativos