Resposta iraniana às declarações de Trump sobre o Estreito de Ormuz
O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Alireza Tangsiri, respondeu às alegações de Donald Trump de que “muitos países” enviarão navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz aberto. Ele afirmou que a rota “ainda não foi fechada militarmente e está apenas sob controle”.
Em uma postagem no X, Tangsiri rebateu os comentários do líder da Casa Branca:
“Os norte-americanos alegaram falsamente a destruição da marinha do Irã. Depois, alegaram falsamente a escolta de petroleiros. Agora, estão até pedindo reforços a outros países.”
Declarações de Donald Trump
Nesse sábado (14), em uma publicação na Truth Social, o presidente dos Estados Unidos afirmou que:
- Especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o estreito enviariam navios de guerra “em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o Estreito aberto e seguro”.
- Ele citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido entre os países que esperava que contribuíssem.
Trump ainda declarou que os EUA já haviam “destruído 100% da capacidade militar do Irã”, ao mesmo tempo em que admitia que Teerã ainda poderia:
- Enviar um ou dois drones
- Lançar uma mina
- Disparar um míssil de curto alcance
ao longo do canal.
Ele prometeu que, enquanto isso, Washington “bombardearia impiedosamente a costa e afundariam continuamente barcos e navios iranianos”, deixando o estreito “ABERTO, SEGURO e LIVRE”.
Contradições e declarações americanas anteriores
Vale ressaltar que, na semana passada, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse ao canal de notícias estadunidense CNBC que os EUA não estavam preparados para escoltar navios através do estreito.
Posicionamento oficial do Irã
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, esclareceu que o estreito estava fechado apenas para “petroleiros e navios inimigos e seus aliados”, e não para toda a navegação.
- Já Mohsen Rezaee, membro do Conselho de Discernimento do Interesse do Irã (órgão influente próximo ao líder supremo), afirmou:
“Nenhum navio americano tem o direito de entrar no Golfo”.






































