Trabalho escravo é descoberto em fábrica de Itaquaquecetuba: bolivianos trabalhavam até 22h sem receber salários há dois meses. Caso reforça necessidade de fiscalização em indústrias da Grande São Paulo.
A Guarda Civil Municipal de Itaquaquecetuba resgatou bolivianos, incluindo uma gestante, de uma fábrica de costura onde havia indícios de trabalho escravo. Os trabalhadores relataram jornadas que se estendiam até as 22h e ficaram aproximadamente dois meses sem receber qualquer salário.
Os agentes da Ronda de Proteção à Mulher receberam denúncia durante patrulhamento no Parque Piratininga e foram levados ao imóvel por um casal. No local, encontraram adultos e uma criança em condições precárias.

Como chegaram ao Brasil
Os trabalhadores afirmaram que vieram para o Brasil há menos de dois anos após verem anúncios de emprego nas redes sociais. As vagas prometiam salário de aproximadamente R$ 5 mil, mas as famílias relataram dificuldade para comprar itens básicos como leite e fraldas.
Uma mulher que trabalhava no local conseguiu sair e denunciou as condições de trabalho. Os relatos indicam que uma responsável mantinha a chave do imóvel, dificultando a saída dos trabalhadores.
Condições do imóvel
A GCM informou que o imóvel apresentava sujeira acumulada, restos de alimentos e comida estragada na geladeira. Banheiros e outros cômodos não tinham limpeza adequada. O local foi preservado para perícia.
A gestante, com aproximadamente seis meses de gravidez, relatou ter feito apenas uma consulta médica durante toda a gestação. As famílias receberam alimentação e atendimento na base da corporação antes de serem encaminhadas à Polícia Federal.
Investigação em andamento
O caso será investigado para apurar as condições de trabalho e moradia no imóvel, além de verificar possíveis violações dos direitos dos trabalhadores. A Polícia Federal assumiu o caso para investigação mais aprofundada.
Destaques do Conhecimento
- Bolivianos resgatados em Itaquaquecetuba após denúncia de trabalho escravo em fábrica de costura
- Trabalhadores ficaram dois meses sem receber salários e trabalhavam até as 22h diariamente
- Gestante entre os resgatados havia feito apenas uma consulta médica durante a gravidez
- Imóvel apresentava condições precárias de higiene e sujeira acumulada
- Caso foi encaminhado à Polícia Federal para investigação de violação de direitos trabalhistas
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online






































