Um senador da região nordeste do Brasil adquiriu uma cobertura de alto padrão avaliada em R$ 22 milhões em um edifício luxuoso de São Paulo. A compra ocorreu em julho de 2024, logo após o parlamentar se tornar sócio de um banqueiro investigado pela Polícia Federal.
A transação imobiliária aconteceu apenas 26 dias antes da apresentação de uma emenda legislativa que beneficiaria diretamente as operações de uma instituição financeira envolvida em fraude bilionária contra o sistema bancário brasileiro.
O imóvel, localizado na região oeste de São Paulo, possui 514 metros quadrados e inclui três suítes e três vagas de garagem. A negociação foi realizada diretamente com a incorporadora responsável pelo empreendimento.
Investigações da Polícia Federal indicam que a emenda legislativa apresentada teria sido redigida pela assessoria do banco e apresentada de forma integral pelo senador no Congresso Nacional. Mensagens interceptadas mostram que, após a publicação do texto, o banqueiro teria afirmado que o documento “saiu exatamente como mandei”.
A instituição financeira em questão foi posteriormente liquidada pelo Banco Central, deixando centenas de milhares de investidores prejudicados. O Fundo Garantidor de Crédito precisou desembolsar bilhões para compensar os depositantes.
O senador nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. Segundo sua defesa, o imóvel foi adquirido através de sua empresa e o pagamento foi realizado de forma parcelada, com parte do valor sendo compensada pela entrega de outro imóvel no mesmo prédio.







































