Sabesp e moradores do Jaguaré chegam a novo acordo após protestos. Hotel é liberado novamente e companhia promete atendimento para definir aluguel temporário neste sábado.
Moradores desalojados pela explosão de 11 de maio no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, conquistaram novo pacto com a Sabesp após organizarem manifestação na sexta-feira (22). O protesto reuniu cerca de 60 pessoas na Avenida Presidente Altino, que chegou a ser interditada, e pressionou a companhia a retomar negociações.
Segundo a ata da reunião de sexta-feira, a Sabesp liberou novamente o hotel para hospedagem dos desabrigados na noite do dia 22. Neste sábado (23), a companhia realiza atendimento das famílias para definir um aluguel temporário, com proposta inicial de revisão a cada seis meses. O coronel Elço Moreira, coordenador da Gerência de Apoio do Governo de São Paulo, indicou que unidades de CDHU temporárias podem ser solução de médio prazo, enquanto a reconstrução dos imóveis representaria planejamento a longo prazo.
A Defensoria Pública e advogados presentes destacaram a urgência para que as concessionárias estabeleçam previsão para indenizações e pagamento provisório. A Defensoria informou que solicitou, mas não recebeu, informações da Sabesp sobre pagamentos para moradores que tiveram negócios interrompidos. Sem esses documentos em tempo hábil, fica impossível fazer análise e propor ações efetivas.
A ONG Força e Consciência disponibilizou assessoria jurídica gratuita a todos os interessados para ajudar na resolução da questão. Até o momento, 798 famílias receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil. Ao todo, 300 imóveis foram vistoriados, com ações de limpeza, reparos emergenciais e reformas definitivas já executadas em parte das moradias impactadas.
Destaques do Conhecimento
- Hotel liberado novamente para hospedagem dos desalojados na noite de sexta-feira (22)
- Sabesp realizará atendimento neste sábado (23) para definir aluguel temporário com revisão a cada seis meses
- 798 famílias já receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil; 300 imóveis foram vistoriados
- CDHU temporárias podem ser solução de médio prazo; reconstrução é planejamento a longo prazo
- ONG Força e Consciência oferece assessoria jurídica gratuita aos moradores atingidos
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online







































