Homem de 23 anos foi preso em Florianópolis após se passar por mulher em redes sociais para explorar sexualmente uma adolescente. O caso reforça alertas de segurança para famílias paulistas sobre predadores virtuais.
A Polícia Civil do Paraná, com apoio de Santa Catarina, prendeu um suspeito de praticar violência sexual contra uma adolescente em ambiente virtual. O investigado utilizava identidades falsas femininas para conquistar confiança de vítimas menores de idade, iniciando contato em redes sociais e migrando para aplicativos de mensagens privadas.

Após obter imagens íntimas da adolescente, o suspeito iniciou chantagem, ameaçando publicar o material nas redes sociais. O objetivo era forçar a vítima a manter interações de natureza sexual. Mesmo após ser bloqueado, ele continuou tentando contato e intimidando a adolescente e seus familiares.
A família procurou a Polícia Civil e entregou o aparelho da adolescente. Os investigadores acessaram o celular e reuniram informações sobre os contatos e perfis utilizados pelo investigado. Com autorização judicial, a equipe obteve registros de plataformas digitais, telefonia e conexão à internet, permitindo relacionar os perfis aos dados pessoais do suspeito e confirmar seu endereço em Florianópolis.
Durante a busca no endereço, policiais apreenderam dispositivos eletrônicos que serão submetidos a análise técnica. Também foram encontrados ursos de pelúcia, meias com estampas infantis, máscaras e um equipamento de airsoft semelhante a uma arma de fogo.
Alerta para Famílias Paulistas: Casos similares ocorrem frequentemente em São Paulo e na Zona Noroeste. Especialistas recomendam que pais e responsáveis monitorem o uso de redes sociais por adolescentes, orientem sobre riscos de compartilhar imagens íntimas e denunciem suspeitas de exploração sexual ao Disque 100 (Disque Direitos Humanos) ou à Polícia Civil.
O delegado André Dzindzik, responsável pelas investigações, afirma que diferentes crimes estão sendo apurados: “Em tese, são apurados crimes previstos no ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] relacionados à produção, transmissão e armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo adolescente, além de possíveis crimes previstos no Código Penal. A tipificação definitiva dependerá da conclusão das investigações.”
Destaques do Conhecimento
- Suspeito criava perfis falsos femininos para se aproximar de adolescentes em redes sociais
- Após obter imagens íntimas, realizava chantagem e ameaçava publicar material nas redes
- Investigação envolveu análise de registros digitais, telefonia e conexão à internet para identificar o suspeito
- Famílias paulistas devem denunciar suspeitas de exploração sexual ao Disque 100 ou Polícia Civil
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online






































