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Polícia de Minas Gerais abre investigação criminal sobre queda de avião em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga possíveis crimes na queda de avião que matou três pessoas e feriu duas em Belo Horizonte. A investigação é considerada longa e complexa, com análise de testemunhas, imagens e documentos.

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu uma investigação para analisar se algum crime foi cometido na queda de um avião que deixou três pessoas mortas e outras duas feridas em 4 de maio em Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, não há um prazo previsto para o término da investigação, classificada como “longa e complexa”. Testemunhas são ouvidas, imagens são analisadas e documentos foram anexados à investigação.

A investigação ocorre ao mesmo tempo que análise do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre o caso. Apesar de serem investigações diferentes, elas são correlatas e o relatório do centro será anexado aos autos policiais.

Um avião de pequeno porte bateu contra um prédio residencial segunda-feira (4) no bairro Silveira, região Nordeste da capital. Após a colisão, a aeronave caiu em uma área próxima e um incêndio foi registrado.

A queda da aeronave deixou três mortos e dois feridos em estado grave. As mortes confirmadas são do piloto Wellington de Oliveira Pereira, 34, do empresário Leonardo Berganholi Martins, 50, e de Fernando Moreira Souto, 36, filho do prefeito de Jequitinhonha.

Dois sobreviventes do voo permanecem internados em hospitais da capital mineira. Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, atua como advogado. O outro ferido é o administrador Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53, que possui especialização em gestão financeira.

Ninguém no edifício se feriu. Alguns dos moradores ficaram isolados, já que a aeronave atingiu uma área de escadas, impossibilitando a saída de algumas pessoas.

A Defesa Civil interditou o prédio de forma preventiva por dois dias. Apesar de não haver dano estrutural aparente em uma análise técnica inicial, a interdição ocorreu por causa do vazamento de combustível e da necessidade de vistoria nos apartamentos.

O avião acidentado estava em situação normal no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro). O modelo Neiva EMB-721C, fabricado em 1979, possuía certificado de verificação de aeronavegabilidade válido até o dia 1º de abril de 2027.

Principais Pontos

  • Queda ocorreu em 4 de maio no bairro Silveira, deixando 3 mortos e 2 feridos em estado grave
  • Investigação ocorre em paralelo com análise do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos)
  • Avião modelo Neiva EMB-721C (1979) estava com certificado de aeronavegabilidade válido até abril de 2027

Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online