Operação deflagrada nesta terça-feira (9) prende três investigados envolvidos em esquema de infiltração do PCC no Ministério Público de Campinas. Estagiário de direito usava acesso privilegiado para extorsão e coleta de informações sensíveis.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizou um estagiário de direito para se infiltrar no Ministério Público de Campinas, no interior de São Paulo, em um esquema que incluía plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

A operação Infiltrados, deflagrada nesta terça-feira (9 de junho), resultou na prisão de três investigados: o ex-estagiário, o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas e um policial penal. A ação foi coordenada pelo Gaeco, Polícia Militar e corregedorias da Polícia Civil e Penal.
Além das prisões, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Campinas e Cardoso. Os alvos fazem parte de investigação sobre esquema de extorsão ligado ao PCC, integrando novas fases das operações Pronta Resposta e Off White.
Conforme apurado pelo MPSP, um dos principais acusados de articular o plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho se reuniu com o chefe dos investigadores da Dise antes da operação que frustrou o atentado. O encontro foi registrado em vídeo. Durante o encontro, o acusado recebeu informações privilegiadas e sensíveis do chefe dos investigadores.
O ex-estagiário utilizava bancos de dados e sistemas de pesquisa do MPSP para identificar criminosos de alto poder econômico. Com auxílio de outros agentes públicos, o grupo direcionava esforços para extorquir dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações do Ministério Público.
A investigação revelou que um dos principais alvos do grupo estava sendo extorquido pelo ex-estagiário, que se valia de informações privilegiadas obtidas através do acesso institucional. O MPSP acredita que o acusado se infiltrou propositalmente em uma das promotorias de Justiça Criminal de Campinas para fins criminosos.
O grupo utilizava a internet de um escritório de advocacia para executar os episódios de extorsão. A operação desta terça-feira contou com apoio da Comissão de Prerrogativas da OAB, em função dos mandados envolverem buscas em escritório de advocacia.
Destaques do Conhecimento
- Operação Infiltrados prende três investigados envolvidos em esquema de infiltração do PCC no MPSP de Campinas
- Estagiário de direito usava acesso privilegiado para extorsão de criminosos de alto poder econômico
- Plano para assassinar promotor de Justiça Amauri Silveira Filho foi frustrado pela operação do Gaeco
- Encontro entre acusado e chefe de investigadores foi gravado e comprova repasse de informações sensíveis
- Grupo utilizava bancos de dados do MPSP para identificar alvos de extorsão
Fonte original: Metrópoles São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online | Publicado em 09 de junho de 2026

































