Um jovem de 21 anos, suspeito de participar do espancamento que matou um ciclista no Rio de Janeiro, se entregou à polícia após orientação da mãe. O caso reacende discussões sobre segurança pública e violência urbana nas grandes cidades brasileiras.
Davi Santos Machado, segurança clandestino, foi um dos presos sob suspeita de envolvimento na morte de Cláudio Rafael Landeiro, 37 anos, espancado na madrugada de 12 de agosto em Copacabana. A vítima foi confundida com um ladrão durante uma abordagem que resultou em hemorragia interna, traumatismo craniano e lesão de baço e rim.
Segundo relato de Neide dos Santos, mãe do suspeito, ao jornal O Globo, Davi chegou nervoso à casa dos pais na Baixada Fluminense após prestar dois depoimentos. Ele relatou ter desferido um soco em um jovem e soube depois da morte de Cláudio Rafael. “Eu mandei que se entregasse à polícia”, afirmou a mãe, que também relatou que o pai levou Davi à 53ª DP, em Mesquita.
A mãe relata que o filho apresenta problemas psicológicos desde o nascimento e era hiperativo na escola. Ela aguarda resultados de eletroencefalogramas para levar os exames à Defensoria Pública. Segundo Neide, quando Davi cresceu, recusou-se a continuar o tratamento, afirmando que não era “maluco”.
Davi admitiu ter desferido mais de 30 pauladas com um porrete na vítima. Horas após o crime, ele voltou ao local e filmou a rua para verificar se havia câmeras na região. O segurança Jorge Luiz Ricardo Dias participou da abordagem inicial, enquanto os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva participaram das agressões.
A Polícia Civil busca identificar um quinto suspeito visto em imagens de segurança durante o linchamento. Nas imagens, ele aparece dando chutes na cabeça da vítima. Três novos identificados, que não são considerados suspeitos do homicídio, vão prestar depoimento nos próximos dias.
Destaques do Conhecimento
- Davi Santos Machado, 21 anos, se entregou à polícia após orientação da mãe, que relata problemas psicológicos do filho desde o nascimento
- Cláudio Rafael Landeiro, 37, foi espancado em Copacabana após ser confundido com ladrão; morreu de hemorragia interna e traumatismo craniano
- Davi admitiu ter desferido mais de 30 pauladas com porrete e voltou ao local do crime para verificar se havia câmeras de segurança
- Quatro pessoas estão presas por suspeita de participação no espancamento; polícia busca identificar um quinto suspeito
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online





































