Pesquisa Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno. A distância entre os dois principais candidatos caiu quatro pontos desde junho, sinalizando uma campanha mais acirrada que pode impactar diretamente o voto paulista e a região metropolitana.
O primeiro levantamento do Datafolha após o início oficial da campanha presidencial revela um cenário político em movimento. Lula (PT) mantém a liderança com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) marca 33% no primeiro turno. Numa simulação de segundo turno, o presidente amplia a vantagem: 47% contra 43% do senador.
A redução de quatro pontos percentuais na diferença entre os rivais desde junho acende o alerta para a campanha petista. A margem de erro dos levantamentos é de dois pontos para mais ou menos, o que significa que a disputa está mais competitiva do que parecia há dois meses.

O contexto paulista
Para o eleitor de São Paulo e da Zona Noroeste, como em Perus, essa disputa presidencial tem reflexos diretos. A pesquisa também mapeou a corrida estadual: Tarcísio (Republicanos) lidera com 45% contra 27% de Haddad (PT) na disputa pelo Governo de SP. Essa vantagem do governador pode influenciar o voto presidencial na região, historicamente sensível às dinâmicas locais.
A campanha presidencial começou em um contexto marcado por denúncias de corrupção. Revelações sobre negócios do filho de Lula, Fábio Luís (Lulinha), e do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro (Marcola) dominaram a semana. A Polícia Federal identificou operações fraudulentas envolvendo descontos de aposentadorias, tema que ressoa especialmente entre os beneficiários do INSS na Capital e região.
Lula buscou se desvencilhar do filho, afirmando que, se ele dever algo, deve pagar. Marcola foi afastado da campanha presidencial após revelações de que recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, lobista amiga de Lulinha. Todos negam irregularidades.
Cenário de terceira via
Embolados em terceiro lugar vêm Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Romeu Zema (Novo), com 3%. Os demais candidatos ficam abaixo. Augusto Cury (Avante) tem 2%, enquanto Samara Martins (UP), Wilton Grassi (Democrata), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) marcam 1%.
Oito por cento dizem que vão votar em branco ou nulo, e 3% afirmam não saber em quem votar. Esses números mostram espaço para movimentação até outubro.
Rejeição equilibrada
A rejeição segue dividida: 46% dizem não votar de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, enquanto 45% afirmam o mesmo sobre Lula. Esse equilíbrio de rejeição é inédito e pode ser decisivo em um segundo turno.
Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados não recebem cartões com nomes de candidatos, Lula é o mais lembrado com 32% (era 30% em julho), enquanto Flávio marca 19% (era 17%).
Metodologia
O instituto ouviu 2.058 eleitores em 128 cidades. A pesquisa está registrada com o código BR-04496/2026 na Justiça Eleitoral e foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.
Destaques do Conhecimento
- Lula lidera com 39% no primeiro turno; Flávio Bolsonaro tem 33% — diferença caiu 4 pontos desde junho
- No segundo turno, Lula amplia vantagem: 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro
- Corrupção foi tema dominante da semana, com denúncias envolvendo Lulinha e Marcola impactando a campanha
- Em São Paulo, Tarcísio lidera disputa estadual com 45% contra 27% de Haddad
- Rejeição está equilibrada: 46% não votam em Flávio; 45% não votam em Lula
- Terceira via fragmentada: Caiado (5%), Renan Santos (4%) e Zema (3%)
Fonte original: UOL/Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online







































