O Ministério Público denunciou o ex-professor Alysson Mascaro por estupro, assédio e importunação sexual contra ex-alunos da Faculdade de Direito da USP. A denúncia descreve sete episódios distintos envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação entre 2020 e 2024.
A denúncia foi protocolada na última quarta-feira (3 de junho) e aponta que o docente se aproveitava de sua posição hierárquica, influência acadêmica e prestígio profissional para atrair estudantes para seu círculo de convivência. Segundo o Ministério Público, Mascaro mantinha com os alunos um modelo de relacionamento que chamava de “mestre e pupilo”, fazendo referências à relação entre Sócrates e Platão.
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Sob o pretexto de orientações acadêmicas, discussões de pesquisas e oportunidades profissionais, o denunciado convidava alunos para seu escritório ou residência, onde iniciava contatos físicos que incluíam abraços prolongados e apertados, descritos pelas vítimas como constrangedores. Em um dos casos, a promotoria sustenta que uma vítima foi submetida a sucessivos atos sexuais sem consentimento após aceitar um convite para se hospedar no apartamento do professor durante uma visita a São Paulo.
A denúncia afirma que as vítimas permaneceram paralisadas pelo medo, pela diferença de poder entre ambos e pela influência exercida pelo denunciado no meio acadêmico. Diversas vítimas demoraram a denunciar os fatos por receio de não serem acreditadas e por medo de sofrer prejuízos em suas carreiras profissionais.
A Faculdade de Direito da USP instaurou uma investigação preliminar e, posteriormente, um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos. O procedimento resultou na expulsão de Mascaro dos quadros da universidade, com a demissão oficializada em fevereiro de 2026.
O Ministério Público denuncia Alysson Mascaro pelos crimes de assédio sexual, estupro, importunação sexual e estupro de vulnerável. O órgão requer a fixação de indenização mínima por danos morais às vítimas, com valores de no mínimo 30 salários mínimos para parte dos denunciantes e de 60 salários mínimos para uma das vítimas. Agora, cabe à Justiça decidir se aceita a denúncia e torna Mascaro réu.
Destaques do Conhecimento
- Denúncia do MP descreve sete episódios distintos de crimes sexuais entre 2020 e 2024
- Mascaro utilizava modelo de relacionamento “mestre e pupilo” para atrair vítimas
- Indenizações solicitadas variam de 30 a 60 salários mínimos por vítima
- USP demitiu o professor em fevereiro de 2026 após investigação interna
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online
































