O ativista brasileiro Thiago Ávila foi deportado de Israel neste domingo após 11 dias detido. Governo israelense o acusou de atividades ilegais, mas Brasil e grupos de direitos humanos contestam a legalidade da prisão.
Ministério de Relações Exteriores de Israel confirmou a deportação na madrugada de domingo (10 de maio). Ávila estava preso desde 29 de abril, quando forças israelenses interceptaram uma flotilha que seguia em direção à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.
Junto com Ávila, também foi deportado o cidadão espanhol Saif Abu Keshek, que estava na mesma embarcação. Israel classificou ambos como “provocadores profissionais” e afirmou que Ávila era suspeito de atividades ilegais, enquanto Abu Keshek teria ligação com organização terrorista. Os dois negaram as acusações.
Os governos do Brasil e da Espanha consideraram a detenção dos ativistas ilegal. O Tribunal de Magistrados de Ashkelon havia determinado que os dois permanecessem presos até 10 de maio. O grupo de direitos humanos Adalah, responsável pela defesa legal dos ativistas, também contestou a legalidade da prisão e acompanhou de perto os desdobramentos.
Autoridades israelenses mantinham os dois sob suspeita de crimes como auxílio ao inimigo e contato com grupo terrorista. Israel também declarou que “não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal sobre Gaza”.
Entenda os pontos principais:
- Thiago Ávila foi preso em 29 de abril quando Israel interceptou uma flotilha humanitária com destino a Gaza
- Israel classificou o ativista como “provocador profissional” e o acusou de atividades ilegais, acusações que ele nega
- Brasil e Espanha consideraram a detenção ilegal; grupo de direitos humanos Adalah acompanhou o caso
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online







































