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Apagão na USP Zona Leste: Campus da EACH sem energia há mais de 24 horas por falha da Enel

O campus da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da Universidade de São Paulo, localizado na zona leste de São Paulo, enfrenta uma crise de abastecimento energético que já ultrapassa 24 horas. A interrupção do fornecimento de energia começou na noite de terça-feira (31 de março) e foi provocada por um curto-circuito na cabine primária da unidade, causado por um roedor que danificou os equipamentos. A situação afeta diretamente 300 professores e 200 funcionários, além de comprometer atividades acadêmicas e de pesquisa em toda a instituição.

A resposta da concessionária Enel tem sido inadequada e desorganizada. Conforme relato do diretor Marcelo Fantinato, a empresa foi acionada para desligar o fornecimento na noite do incidente, mas desde então não cumpriu com os protocolos de atendimento estabelecidos. Múltiplas tentativas de agendamento falharam: a primeira previsão era quarta-feira (1º de abril) às 13h, depois foi remarcada para as 20h do mesmo dia, e ambas as datas não foram honradas pela concessionária.

A falta de energia gerou impactos cascata em toda a estrutura do campus. O restaurante universitário precisou ser fechado, causando perdas de alimentos perecíveis e prejuízos financeiros. Laboratórios e salas de pesquisa ficaram inoperantes, interrompendo estudos e experimentos científicos. Alguns espaços críticos, principalmente aqueles que armazenam amostras biológicas, precisaram ser alimentados por geradores exclusivos, gerando custos adicionais significativos para a unidade.

A diretoria da EACH abriu reclamações na ouvidoria da Enel, mas recebeu uma resposta que agravou ainda mais a situação. A empresa alegou que o atendimento não estava sendo realizado porque a USP teria pendências financeiras com a concessionária. O diretor Fantinato negou categoricamente essa informação, classificando-a como inverídica e reforçando que não há débitos pendentes que justifiquem a demora.

Os custos operacionais continuam aumentando. Além da necessidade de reabastecimento dos geradores, que precisam ser recarregados diariamente, há perdas em cantinas, lanchonetes e outros serviços de alimentação que dependem de energia elétrica. O diretor alertou que esses prejuízos se acumulam a cada hora que passa sem solução.

A previsão atual é que o atendimento da Enel ocorra até as 22h de quinta-feira (2 de abril). No entanto, considerando os atrasos anteriores e a falta de comunicação clara da concessionária, há ceticismo entre a comunidade acadêmica sobre o cumprimento desse prazo. A Enel foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou sobre o ocorrido ou sobre as perspectivas reais de resolução do problema.

Destaques do Conhecimento

  • Campus da EACH sem energia há mais de 24 horas por curto-circuito causado por roedor na cabine primária
  • Enel não compareceu em dois agendamentos de atendimento, deixando 300 professores e 200 funcionários sem expediente
  • Restaurante universitário fechado e laboratórios inoperantes, com perdas de material perecível e custos com geradores
  • Diretoria nega alegação da Enel sobre pendências financeiras e cobra solução urgente
  • Previsão de atendimento é até 22h de quinta-feira (2 de abril), mas há dúvidas sobre cumprimento do prazo

Fonte original: Metrópoles | Adaptação: Perus Online

Caption: Campus da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP na zona leste permanece sem energia após curto-circuito em cabine primária causado por roedor, afetando atividades acadêmicas e de pesquisa.