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Ex-vereador Milton Leite se entrega à polícia em operação contra PCC no transporte de SP

Ex-vereador Milton Leite se entrega à polícia nesta sexta-feira (18) em Mogi das Cruzes. Alvo de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, ele é investigado por suspeitas de ligação com o PCC no setor de transportes públicos de São Paulo.

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e filiado ao União Brasil, apresentou-se voluntariamente acompanhado de advogado após estar foragido desde quinta-feira (17). A prisão temporária tem validade de 30 dias, e o ex-vereador será ouvido antes de ser encaminhado à cadeia pública de Mogi das Cruzes.

A investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) aponta que Leite seria responsável direto pela operação de empresas controladas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, ele também seria o “dono de fato” da Transwolff, empresa que opera linhas de ônibus na capital.

Para os paulistanos que dependem do transporte público, especialmente na Zona Noroeste (Perus, Jaraguá e Anhanguera), a investigação revela um cenário preocupante: empresas suspeitas de ligação com o PCC operam todas as linhas de bairro e transportam 41% dos passageiros de São Paulo. A Linha 7-Rubi da CPTM, que conecta a região noroeste ao centro, também está no radar das autoridades quanto aos possíveis impactos dessa infiltração criminosa.

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Ex-vereador Milton Leite durante apresentação à polícia em Mogi das Cruzes

A Operação Vectura Corrupta desarticulou uma rede que envolvia não apenas empresários e políticos, mas também advogados. Documentos da polícia indicam que Milton Leite é “citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas” pelo PCC.

Em um imóvel de Sorocaba, no interior de São Paulo, onde a polícia suspeitava que Leite estivesse escondido, foram apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil (aproximadamente R$ 457 mil) em malas, além de documentos. A descoberta reforça as suspeitas sobre o envolvimento do ex-vereador em esquemas financeiros ligados à facção.

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Operação Vectura Corrupta investiga infiltração do PCC no transporte público de São Paulo

A defesa da Transwolff nega qualquer participação de Milton Leite na gestão da empresa, afirmando que ele “nunca teve qualquer participação societária” e que as acusações estão “completamente equivocadas e dissociadas da realidade”. Porém, a investigação continua apontando evidências em sentido contrário.

A operação é desdobramento de investigações anteriores: a Operação Decurio (agosto de 2024) e a Operação Contaminatio (abril de 2026), que revelaram a infiltração do PCC em estruturas de prefeituras, financiamento de campanhas políticas e até em uma fintech que movimentou cerca de R$ 8 bilhões.

Destaques do Conhecimento

  • Milton Leite se entregou voluntariamente à polícia em Mogi das Cruzes após estar foragido desde quinta-feira
  • Investigação aponta que ele seria responsável pela operação de empresas controladas pelo PCC no setor de transportes
  • Empresas suspeitas de ligação com o PCC transportam 41% dos passageiros de São Paulo e operam todas as linhas de bairro
  • Foram apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil em imóvel ligado ao ex-vereador em Sorocaba
  • A Operação Vectura Corrupta é desdobramento de investigações que revelaram infiltração do PCC em prefeituras e campanhas políticas

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online