Ex-vereador Milton Leite se apresenta à polícia em Mogi das Cruzes após operação que investiga infiltração do PCC no transporte de São Paulo. A prisão temporária, válida por 30 dias, marca novo capítulo na investigação que envolve empresas de ônibus e possível ligação com crime organizado.
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) compareceu voluntariamente à delegacia de Mogi das Cruzes na tarde de sexta-feira (18) para se entregar à polícia. Alvo de mandado de prisão temporária expedido na Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira anterior, Leite havia se mantido foragido desde o início da ação.
Segundo informações da TV Globo, o ex-parlamentar será interrogado e posteriormente encaminhado à cadeia pública de Mogi das Cruzes. A prisão temporária tem validade de 30 dias, período durante o qual as autoridades poderão aprofundar as investigações sobre suas atividades.
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A investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) aponta que Leite teria participação direta na operação de empresas controladas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital. Conforme documentos policiais, ele seria o “dono de fato” da Transwolff, empresa que já havia sido alvo de operações anteriores.
Impacto na Zona Noroeste e Mobilidade Urbana
A investigação revela que empresas suspeitas de ligação com o PCC operam todas as linhas de bairro de ônibus em São Paulo, transportando 41% dos passageiros da cidade. Para moradores da Zona Noroeste (Perus, Jaraguá, Anhanguera), essa descoberta é particularmente relevante, pois afeta diretamente o acesso ao transporte público na região. A Linha 7-Rubi da CPTM e as Rodovias Anhanguera e Bandeirantes, principais eixos de locomoção da área, estão conectadas a esse sistema de transportes sob investigação.
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Em operação realizada em Sorocaba, a polícia apreendeu R$ 280 mil em reais e US$ 89 mil (aproximadamente R$ 457 mil), além de documentos encontrados em um imóvel ligado a Leite. Embora o ex-vereador não estivesse no local, a descoberta reforça as suspeitas sobre movimentação financeira irregular.
Segundo análise de conversas interceptadas, Leite é descrito como pessoa de “forte influência no ramo dos transportes”. Em diálogos entre investigados, seu nome aparece em negociações sobre substituição de empresas operadoras, indicando seu papel central na estrutura investigada.
A defesa da Transwolff nega qualquer participação de Milton Leite na empresa, afirmando que ele “nunca teve qualquer participação societária, nunca participou da gestão ou deu ordens”. A empresa também questiona a legalidade da intervenção da Prefeitura, argumentando que os problemas financeiros são comuns ao setor.
Destaques do Conhecimento
- Milton Leite se entregou voluntariamente à polícia em Mogi das Cruzes após operação que investiga infiltração do PCC no transporte de São Paulo
- Empresas suspeitas de ligação com o PCC operam 41% do transporte de passageiros em São Paulo, afetando diretamente a mobilidade na Zona Noroeste
- Polícia apreendeu R$ 280 mil e US$ 89 mil em operação em Sorocaba, reforçando suspeitas sobre movimentação financeira irregular
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online



































