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Sócio oculto preso após desabamento que matou 6 em SP; Justiça mantém prisão e investiga negligência

Justiça mantém prisão de Ronaldo Vivacqua, apontado como sócio oculto da construtora responsável pelo desabamento que matou 6 pessoas na Penha. Investigação aponta negligência e possível ocultação de responsáveis.

A Justiça de São Paulo confirmou a prisão temporária de Ronaldo Vivacqua após audiência de custódia realizada neste domingo (13). Ele é investigado como sócio oculto da empresa responsável pela obra que desabou sobre uma residência na Rua Tequici, na Penha, Zona Leste, deixando 6 mortos — entre eles uma criança de 7 anos.

Segundo a Polícia Civil, Vivacqua não aparecia formalmente nos documentos das duas empresas envolvidas na construção, mas depoimentos de testemunhas e documentos antigos indicam que ele atuava na administração e participava efetivamente da obra. “Nós descobrimos que ele, na realidade, é um sócio oculto”, afirmou a delegada Safira Borges Moreira Parente.

Outros dois investigados também tiveram prisões decretadas: Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo e engenheiro responsável pelo projeto, e Isis Brandão, proprietária formal da empresa. Ambos seguem foragidos e, segundo a defesa, devem se apresentar espontaneamente à polícia nos próximos dias.

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Desabamento de prédio em São Paulo deixa duas mulheres mortas e quatro pessoas desaparecidas — Foto: Jornal Nacional/Reprodução

A investigação aponta que os responsáveis não foram encontrados após o desabamento. Policiais tentaram localizá-los logo após o acidente, mas não conseguiram. A ausência dos investigados levou a Polícia Civil a pedir as prisões temporárias, com base em indícios de “tentativa de ocultação”.

A polícia também investiga se os responsáveis tinham conhecimento de problemas de estabilidade antes do colapso. Vizinhos relataram que a casa atingida já apresentava rachaduras, e um morador tentava contato com o proprietário para relatar as fissuras, sem sucesso.

Irregularidades na Obra

Um ponto crítico da investigação é o descumprimento de exigências legais. O alvará concedido para a nova edificação estava condicionado à demolição da estrutura anterior, que tinha cerca de 5 ou 6 andares. A Polícia Civil afirma que essa condição não foi cumprida.

A Prefeitura abriu investigação interna na Controladoria Geral do Município (CGM) após o acidente. Segundo apurações preliminares, a demolição exigida não teria sido realizada, apesar de uma vistoria de fevereiro de 2024 ter registrado que a determinação havia sido cumprida. A servidora responsável pelo laudo foi afastada por 30 dias.

A defesa dos investigados nega as acusações. Segundo o advogado, Ronaldo Vivacqua não exercia função de direção na construtora e apenas acompanhava o filho. A defesa também sustenta que a obra estava regular e que uma decisão judicial posterior, de 6 de março de 2025, reverteu a determinação de demolição após vistoria da Prefeitura.

Vítimas e Impacto

O prédio desabou na madrugada de sábado (12), atingindo uma casa vizinha. Oito pessoas estavam no imóvel: duas foram resgatadas com vida e seis morreram — três mulheres, dois homens e uma menina de 7 anos. O corpo da criança, última vítima desaparecida, foi encontrado na tarde de domingo, encerrando as buscas emergenciais.

A New Home Construtora informou que abriu investigação interna e afirmou que ainda não existem elementos suficientes para determinar a causa do desabamento. A empresa negou se eximir de eventual responsabilidade e disse estar prestando apoio às famílias afetadas.

Destaques do Conhecimento

  • Ronaldo Vivacqua, apontado como sócio oculto, teve prisão temporária mantida pela Justiça após audiência de custódia.
  • Dois outros investigados (engenheiro Cristiano Vivacqua e proprietária Isis Brandão) também tiveram prisões decretadas e seguem foragidos.
  • Investigação aponta que responsáveis não cumpriram exigência de demolição de estrutura anterior, conforme alvará da obra.
  • Polícia investiga se responsáveis tinham conhecimento de problemas de estabilidade antes do desabamento.
  • Seis pessoas morreram no desabamento, incluindo uma criança de 7 anos; duas foram resgatadas com vida.

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online