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Haddad defende revisão de concessões e critica privatizações de Tarcísio em sabatina

Candidato do PT ao governo de São Paulo promete rever contratos de concessão e privatizações da gestão atual, mas reconhece dificuldades jurídicas para reestatizar a Sabesp. Tema central em debate sobre políticas públicas que afetam diretamente os serviços essenciais na capital.

Fernando Haddad participou nesta quarta-feira (19) de sabatina promovida pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor, onde apresentou sua posição sobre concessões e privatizações no estado. O candidato petista afirmou que, caso eleito em outubro, pretende revisar os contratos firmados pela administração Tarcísio de Freitas, especialmente em setores estratégicos como água, gás e energia.

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Fernando Haddad em sabatina na rádio CBN discutindo políticas de concessão e privatização | Foto: Reprodução/Youtube

Haddad ressaltou que não é contrário a concessões em setores não estratégicos, como rodovias e transportes. Porém, enfatizou que em áreas essenciais à população, essas ações “precisam ser mais bem feitas ou revistas”. O candidato citou sua autoria da Lei de Parcerias Público-Privadas (PPPs) de 2003 como evidência de sua experiência no tema.

Sobre a Sabesp, privatizada recentemente pelo governo Tarcísio, Haddad reconheceu que reestatizar a empresa é “muito difícil” e representa um “imbróglio jurídico medonho”. Mesmo assim, afirmou que estudará todas as possibilidades, citando pesquisa que aponta 54-55% dos paulistas favoráveis à reestatização. Sua proposta é negociar com a empresa privada para revisar salvaguardas à população, incluindo a fórmula de reajuste de tarifas e garantias de abastecimento.

O candidato criticou duramente as privatizações realizadas pela gestão Tarcísio, argumentando que estão sendo executadas de forma inadequada. Citou exemplo das escolas: segundo Haddad, a operação privada é 38% mais cara que a pública. Também mencionou que a privatização da BR Distribuidora pelo governo Bolsonaro prejudicou o setor e os consumidores em todo o país.

Impacto na Zona Noroeste: As políticas de concessão e privatização afetam diretamente os moradores de Perus, Jaraguá e Anhanguera. A qualidade dos serviços de água (Sabesp), energia e transportes públicos — especialmente a Linha 7-Rubi da CPTM e o acesso pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes — depende dessas decisões. Revisões nos contratos podem impactar tarifas e qualidade dos serviços nessas regiões.

Na área de Segurança Pública, Haddad propôs criar uma agência de combate ao crime organizado com representantes de polícias federal, civil e militar, além do Ministério Público e Receita Federal. Defendeu a ampliação de câmeras corporais em policiais e criticou investimentos como a “Muralha Paulista”, que segundo ele custou R$ 600 milhões sem resultados. O candidato apontou que a letalidade policial aumentou 80% no governo Tarcísio.

Destaques do Conhecimento

  • Haddad promete revisar contratos de concessão e privatizações em setores estratégicos como água, gás e energia
  • Reestatização da Sabesp é reconhecida como juridicamente complexa, mas o candidato propõe negociar melhorias nas tarifas e abastecimento
  • Crítica às privatizações atuais: operação privada de escolas é 38% mais cara que a pública
  • Proposta de agência específica para combate ao crime organizado com múltiplos órgãos de segurança
  • Aumento de 80% na letalidade policial durante governo Tarcísio, segundo Haddad

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online