Sistema de baixa pressão que causou destruição no Sul continua afetando o Sudeste. São Paulo pode registrar rajadas de até 70 km/h neste sábado, com risco de queda de árvores e interrupções no trânsito das principais vias, incluindo Anhanguera e Bandeirantes.
O ciclone-bomba que devastou o Rio Grande do Sul segue seu deslocamento para o oceano, mas deixa um rastro de instabilidade atmosférica que ainda impacta São Paulo e o Sudeste. Neste sábado (8), a capital paulista e a Zona Noroeste devem enfrentar rajadas de vento que podem atingir 70 km/h, conforme previsão da Climatempo.
A situação é mais crítica em Santa Catarina e Paraná, onde as rajadas podem alcançar 90 km/h. No entanto, a Região Metropolitana de São Paulo não está fora do perigo. Moradores de Perus, Jaraguá e Anhanguera devem redobrar a atenção, especialmente em áreas próximas às Rodovias Anhanguera e Bandeirantes, onde a ventania pode comprometer a segurança do trânsito.

Além do vento, chuva forte é esperada principalmente no Paraná, Santa Catarina e em São Paulo. O sistema também pode alcançar partes de Mato Grosso do Sul. A Linha 7-Rubi da CPTM, que conecta Perus ao centro de São Paulo, pode sofrer atrasos ou interrupções em caso de queda de árvores nas proximidades da linha.
No mar, a agitação aumenta significativamente. Ondas podem alcançar 2,5 metros no Sul e avançar até São Paulo e Rio de Janeiro neste sábado. No domingo (9), as ondas ficam entre 2 e quase 3 metros no Sul e no Sudeste, representando risco para navegação e atividades costeiras.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas de vento ativos para as costas de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo até a noite deste sábado.
Os impactos do ciclone-bomba já foram devastadores. No Rio Grande do Sul, rajadas ultrapassaram 120 km/h, resultando em uma morte e pelo menos cinco feridos na sexta-feira (7). Um motociclista morreu após a queda de uma árvore em Montenegro, na região metropolitana de Porto Alegre. Até a noite de sexta, 114 municípios gaúchos reportaram danos em casas e infraestruturas públicas, com 2.306 pessoas desalojadas.
Em São Paulo, os ventos mais fortes foram registrados no litoral. Em Santos, uma rajada de 109 km/h foi medida pela Defesa Civil às 7h de sexta-feira, sendo a maior até o momento. A Capitania dos Portos fechou o porto de Santos para navegação, e as travessias de balsa foram paralisadas temporariamente.
O Estado de São Paulo ativou um gabinete de crise para monitorar os danos causados pelo temporal, com participação do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária, Defesa Civil, concessionárias de luz e gás, e agências reguladoras.
Destaques do Conhecimento
- Rajadas de até 70 km/h esperadas em São Paulo neste sábado, com risco de queda de árvores e impactos no trânsito das Rodovias Anhanguera e Bandeirantes
- Chuva forte prevista para Paraná, Santa Catarina e São Paulo, com possibilidade de atrasos na Linha 7-Rubi da CPTM
- Ondas de até 2,5 metros no litoral paulista neste sábado, aumentando para 3 metros no domingo
- Rio Grande do Sul registrou 1 morte, 5 feridos e 114 municípios com danos; 2.306 pessoas desalojadas
- Ciclone-bomba é fenômeno de baixa pressão que se intensifica rapidamente, causando ventos extremos e chuva intensa
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online




























