Ferroviários da CPTM paralisam linhas 11, 12 e 13 nesta terça contra privatização. Zona Noroeste sente impacto direto com superlotação e caos na mobilidade urbana.
A manhã desta terça-feira (4) foi marcada pelo caos no transporte ferroviário de São Paulo. Funcionários da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciaram uma greve por tempo indeterminado contra os planos de privatização do governo Tarcísio de Freitas. As linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade foram as mais afetadas, deixando milhares de passageiros sem alternativa de deslocamento.

Para quem vive em Perus e na Zona Noroeste, a situação foi particularmente crítica. Muitos trabalhadores que dependem das linhas 11 e 12 para chegar ao trabalho enfrentaram atrasos de até duas horas. A linha 11 operou parcialmente apenas entre Guaianases e Barra Funda, enquanto o trecho até Mogi das Cruzes permaneceu interrompido. A linha 12 e a linha 13 ficaram completamente paradas.
Nas estações, o cenário era de desespero. Passageiros se aglomeravam nas plataformas sem informações claras sobre quando os trens retornariam. “Do jeito que está, é melhor desistir”, desabafou Rosa Ferreira, 50, doméstica que tentava chegar ao trabalho pela estação Itaquera. Muitos trabalhadores simplesmente desistiram de ir para o trabalho, enquanto outros saíram mais cedo de casa na esperança de evitar o pior do caos.
O governo de São Paulo acionou um plano de contingência. O metrô antecipou a operação para as 4 da manhã e reforçou a linha 3-vermelha. A CPTM tentou operar parcialmente as linhas 11 e 12, mas a capacidade reduzida não foi suficiente para absorver a demanda. Segundo informações da empresa, trens vazios foram enviados às estações com maior lotação para tentar agilizar os embarques.
A greve foi decidida em votação no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB). Os ferroviários protestam contra a privatização dos ramais, que, segundo eles, ameaça os postos de trabalho. O governo estadual prometeu analisar projetos de lei que garantam a absorção dos empregados por outros órgãos públicos e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Iamspe (Assistência Médica ao Servidor Público Estadual).
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que a CPTM mantenha 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos. Caso descumpra, a multa diária é de R$ 400 mil. Apesar da determinação, a paralisação continuou durante todo o dia.
Destaques do Conhecimento
- Greve afeta linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade da CPTM por tempo indeterminado
- Zona Noroeste e Zona Leste enfrentam superlotação e atrasos de até 2 horas no deslocamento
- Governo acionou plano de contingência com reforço no metrô e operação parcial das linhas
- Ferroviários protestam contra privatização dos ramais e ameaça aos postos de trabalho
- TRT determinou multa de R$ 400 mil por dia em caso de descumprimento das operações mínimas
Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online



































