Começou nesta segunda-feira o julgamento de três policiais militares acusados de executar o delator do PCC Antônio Vinicius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos. Testemunhas descrevem o caos do ataque que deixou dois mortos e feridos.
O processo teve início no Fórum Criminal de Guarulhos com a oitiva das primeiras testemunhas. O julgamento está previsto para durar cinco dias, com sessões diárias a partir das 10h da manhã. Os três acusados — Denis Antonio Martins (cabo), Ruan Silva Rodrigues (soldado) e Fernando Genauro da Silva (tenente) — respondem por homicídio qualificado e tentativas de homicídio. Todos permanecem presos.
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O caso repercute em toda a Grande São Paulo, incluindo as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, principais eixos de acesso à região de Perus, Jaraguá e Anhanguera. A segurança reforçada no fórum reflete a gravidade do crime e a preocupação com possíveis interferências.
William Souza Santos, funcionário do aeroporto há sete anos, foi a primeira testemunha. Atingido em três dedos durante o ataque, ele relatou ter ouvido “um barulho que parecia rojão” quando o veículo dos atiradores parou próximo à faixa de pedestres. Samara, gerente de TI que retornava de viagem, também foi baleada. Ela descreveu o momento como caótico: “Foram rajadas, aí teve uma pausa, vários tiros de novo e daí parou”.
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O depoimento mais impactante foi o de Simone Novais, viúva do motorista de aplicativo Celso Araujo Sampaio de Novais, que também morreu no ataque. Ela relatou a dificuldade de seguir com a vida e a preocupação especial com o filho de 15 anos, muito apegado ao pai. A perícia criminal identificou 27 disparos de fuzil no local — 21 de calibre 7.62 e seis de 5.56. Um dos tiros penetrou a área interna do aeroporto a mais de 80 metros de distância, com potencial para atingir pessoas na cabeça.
O julgamento contará com 21 testemunhas no total. A defesa dos réus argumenta que houve “direcionamento investigativo” e que outros investigados não foram devidamente apurados.
Destaques do Conhecimento
- Julgamento de três PMs acusados de matar delator do PCC começou nesta segunda-feira no Fórum de Guarulhos
- Processo durará cinco dias com oitiva de 21 testemunhas; perícia identificou 27 disparos de fuzil no local do crime
- Viúva de motorista que morreu no ataque relata dificuldades financeiras e impacto emocional na família
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online


































