Gangues de “quebra-vidro” intensificam ataques em São Paulo e preocupam autoridades em ano eleitoral. Secretaria de Segurança Pública reforça patrulhamento no centro, mas criminalidade também afeta transportes públicos e eixos de locomoção da região.
A atuação de gangues especializadas em quebra-vidro de veículos se tornou prioridade de segurança pública na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A modalidade criminal consiste em quebrar vidros de carros parados no trânsito para furtar celulares, bolsas, notebooks e outros objetos de valor dos ocupantes. Desde abril, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) intensificou operações de combate na região central da capital.

Entre janeiro e maio de 2026, foram presas 1.480 pessoas em flagrante durante a Operação Impacto Quebra-Vidro. Comparando os números de janeiro (208 prisões) e maio (121), houve redução de 42%. Porém, grande parte dessas gangues atua longe dos olhos da polícia, deixando rastros visíveis: pilhas de cacos de vidro em cruzamentos do centro expandido de São Paulo.
O secretário-executivo da SSP, Coronel Henguel Ricardo Pereira, enfatiza que o objetivo não é apenas reduzir números, mas restaurar a percepção de segurança. “Não adianta muitas vezes só ter redução de números, é importante que as pessoas tenham realmente a percepção de segurança, tranquilidade para poder trabalhar aqui no centro, para poder viver em paz aqui em São Paulo. Então essa é uma operação recorrente”, afirmou durante ação de fiscalização na quarta-feira (10/6).
Segundo pesquisa “Viver em São Paulo” da Rede Nossa São Paulo, divulgada em janeiro, 6 em cada 10 paulistanos consideram o fortalecimento da segurança nos bairros como a política pública mais importante para melhorar a qualidade de vida.
Violência também atinge transportes públicos
Além dos quebra-vidros, roubos e furtos de celulares em estações de metrô e trem preocupam a população. Entre janeiro e abril de 2026, foram registrados 33 casos por dia – total de 3.992 registros no período. Desde 2024, cerca de 3,1 mil suspeitos foram detidos, sendo 454 somente nos cinco primeiros meses do ano.

No final de maio, um policial de folga reagiu a um assalto na estação São Bento da Linha 1-Azul do Metrô, deixando 5 feridos. No mesmo dia, dois seguranças terceirizados da CPTM foram agredidos por vendedores ambulantes na Estação Utinga, da Linha 10-Turquesa, em Santo André, na Grande São Paulo.
As estações de maior movimento preocupam o governo estadual. “A Tietê é onde temos localizado mais foragidos da Justiça. Mas também Barra-Funda e Sé, pela interligação com outras linhas”, afirmou Henguel.
Destaques do Conhecimento
- 1.480 pessoas presas entre janeiro e maio de 2026 durante Operação Impacto Quebra-Vidro
- Redução de 42% em prisões comparando janeiro (208) e maio (121)
- 33 casos de roubo/furto em transportes públicos por dia entre janeiro e abril de 2026
- Secretaria de Segurança Pública intensificou patrulhamento desde abril na região central
- 6 em cada 10 paulistanos consideram segurança como prioridade para qualidade de vida
Fonte original: Metrópoles São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online
































