Vizinha de nutricionista que sofreu tentativa de estupro em Barueri revela que moradores só saíram dos apartamentos após gritar “fogo”. O caso reacende debate sobre segurança em condomínios da Grande São Paulo e responsabilidade coletiva.
A consultora de negócios Dini Perez denunciou a falta de resposta dos vizinhos quando a nutricionista Jéssica Soares pediu socorro após invasão de seu apartamento no condomínio de Barueri. Segundo relato em vídeo, os moradores ignoraram os gritos de “socorro” e só abriram as portas quando ouviram o alerta de “fogo”.
O episódio ocorreu em 23 de maio, quando Wellington de Oliveira Santos invadiu o imóvel da vítima. Dini contou que estava no banheiro quando ouviu os gritos desesperados de Jéssica pedindo ajuda batendo nas portas dos vizinhos. Ninguém respondeu. Apenas quando a consultora começou a gritar “fogo” é que os moradores abriram as portas e se depararam com a cena de agressão.

Dini relatou que seu primeiro instinto foi ajudar Jéssica, mesmo sem saber o que estava acontecendo. Ela conseguiu tirar Wellington de cima da vítima, mas o tempo que levou para os vizinhos reagirem foi crítico. “Por que ninguém abriu a porta? Por que ninguém ajudou?”, questionou a consultora em seu depoimento.
A nutricionista conseguiu se defender usando técnicas de artes marciais, incluindo um golpe de mata-leão. Ela também registrou imagens do agressor com seu celular durante o ataque. Wellington foi detido ainda dentro do condomínio e encaminhado à delegacia. Segundo investigação, ele possui antecedentes criminais.
Dini fez um apelo público para que a população ajude qualquer pessoa em situação de perigo. “Socorre como você puder, mas socorre. Não finge que você não tá escutando porque isso pode custar a vida de alguém”, declarou.
Impacto para São Paulo e Zona Noroeste: O caso reforça preocupações sobre segurança em condomínios da Grande São Paulo, incluindo a Zona Noroeste (Perus, Jaraguá, Anhanguera). Moradores que utilizam a Linha 7-Rubi da CPTM e as Rodovias Anhanguera e Bandeirantes para se deslocar pela região enfrentam desafios similares de segurança em seus bairros. O episódio também questiona a efetividade dos sistemas de segurança em prédios residenciais e a responsabilidade coletiva dos vizinhos.
A advogada de Jéssica, Silvana Campos, informou que o condomínio será acionado judicialmente por falha na prestação de serviços de segurança e omissão de socorro. De acordo com a defensora, a portaria teria dito que “não interfere em briga de casal” quando acionada.
A nutricionista recebe suporte psicológico devido ao trauma. Há preocupação com possíveis novos ataques, pois o agressor teria dito que o estupro era uma “fita dada”.
Destaques do Conhecimento
- Vizinha precisou gritar “fogo” para que moradores saíssem dos apartamentos e ajudassem vítima de tentativa de estupro
- Nutricionista se defendeu com técnicas de artes marciais e aplicou golpe de mata-leão no agressor
- Condomínio será acionado judicialmente por falha em segurança e omissão de socorro
- Agressor possui antecedentes criminais e foi preso em flagrante
- Caso reacende debate sobre responsabilidade coletiva e segurança em condomínios da Grande São Paulo
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online


































