Investigação aberta após morte de magistrada em clínica de Mogi das Cruzes. Polícia Civil analisa complicações em procedimento de coleta de óvulos que resultou em óbito de juíza de 34 anos na região metropolitana de São Paulo.
A Polícia Civil iniciou inquérito para apurar as circunstâncias da morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, que faleceu após complicações decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos realizado em clínica localizada em Mogi das Cruzes, município da região metropolitana paulista. O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental.
A magistrada, que atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga no Rio Grande do Sul, realizou o procedimento na manhã de 5 de maio. Após receber alta, retornou à clínica com dores intensas. Foi então encaminhada a hospital onde passou por cirurgia de emergência, mas não resistiu às complicações.
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a polícia já recebeu os prontuários médicos tanto da clínica quanto do hospital onde a vítima faleceu. A mãe de Mariana prestou depoimento aos investigadores, e outras partes envolvidas estão sendo intimadas para esclarecimentos.
A investigação ganha relevância ao considerar que a clínica onde ocorreu o procedimento já havia sido autuada três vezes anteriormente. A primeira autuação ocorreu em dezembro de 2023, seguida por duas outras em dezembro de 2024, todas com aplicação de multas e penalidades.
Após a morte da magistrada, nova fiscalização realizada pela Secretaria Estadual de Saúde identificou irregularidades significativas. Foram constatadas falhas em lotes de agulhas utilizadas para aspiração, além de ausência de rastreabilidade e informações sobre fabricante, importador e registro junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Destaques do Conhecimento
- Inquérito policial aberto no 1º DP de Mogi das Cruzes para investigar morte de juíza após coleta de óvulos
- Clínica onde procedimento foi realizado já havia recebido três autuações anteriores com multas e penalidades
- Fiscalização pós-morte identificou irregularidades em agulhas e falta de rastreabilidade de materiais junto à Anvisa
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online








































