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Mãe de professora morta em academia de São Paulo cobra justiça: laudo do IML ainda não foi concluído

A família de Juliana Faustino Basseto, 27, segue sem respostas sobre a morte da filha ocorrida em fevereiro em academia na zona leste paulista. Mãe denuncia demora do IML e falta de responsabilização dos donos da academia.

Nivea Regina Bassetto, mãe da professora, publicou nas redes sociais um desabafo sobre a falta de conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML). Segundo ela, a demora compromete o andamento das ações criminais e impede que os responsáveis sejam devidamente punidos. A jovem passou mal durante aula de natação em 7 de fevereiro na academia C4 Gym, unidade Parque São Lucas, na zona leste da capital paulista, e morreu após sofrer parada cardíaca no hospital.

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Academia C4 Gym, localizada na zona leste de São Paulo, onde Juliana participava de aula de natação

A família relata que enfrenta “silêncio, demora e falta de esclarecimentos” do Ministério Público. Nivea questiona diariamente o andamento do caso, mas não recebe posicionamento sobre a responsabilização dos envolvidos. “É extremamente doloroso assistir às decisões sendo tomadas enquanto nós, familiares, seguimos sem a punição devida dos responsáveis. Minha filha tinha sonhos, planos, uma família que a amava profundamente e toda uma vida pela frente”, afirmou a mãe.

Em fevereiro, os sócios da academia Celso Bertolo Cruz, Cesar Bertolo Cruz e Cezar Miquelof foram indiciados por homicídio com dolo eventual. A Polícia Civil pediu a prisão do trio, mas a Justiça negou o pedido. A juíza Paula Marie Konno argumentou que, embora os fatos tenham ganhado ampla repercussão social e midiática, as razões listadas pela polícia não justificavam a prisão dos sócios.

A investigação apontou que o uso excessivo de cloro foi a causa da morte de Juliana e da intoxicação de ao menos seis pessoas. Laudos periciais indicaram lesões graves nos pulmões da professora, além de lesões na cabeça, fígado e rins. O manobrista responsável pela limpeza da piscina, Severino José da Silva, não responderá criminalmente pelo ocorrido, segundo a Polícia Civil.

A academia reabriu em 15 de maio após interdição, com determinação judicial. A piscina, porém, segue fechada. Em nota, a C4 Gym afirmou que “reafirma seu compromisso com a transparência e o cumprimento das normas, e permanece à disposição das autoridades”.

A Secretaria da Segurança Pública informou que “as investigações do caso estão em fase final”. O Ministério Público não respondeu aos questionamentos. A família criou uma página no Instagram, “Justiça Ju Faustino”, para cobrar justiça pelo ocorrido.

Destaques do Conhecimento

  • Laudo do IML não foi concluído até hoje, impedindo avanço das ações criminais
  • Três sócios da academia foram indiciados por homicídio com dolo eventual, mas prisão foi negada pela Justiça
  • Uso excessivo de cloro causou morte de Juliana e intoxicação de ao menos seis pessoas
  • Academia reabriu em 15 de maio; piscina segue fechada
  • Família cobra transparência e responsabilização dos envolvidos

Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online