Uma das vítimas da explosão que destruiu casas em uma comunidade no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, na noite de segunda-feira (11 de maio), permanece intubada em estado grave. O homem foi socorrido e está internado no Hospital de Osasco, na região metropolitana paulista.
Segundo informações da Defesa Civil, outras duas vítimas também foram feridas no acidente e encaminhadas ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP). Uma quarta vítima, um homem de 45 anos identificado como Alexandro Fernandes Nunes, faleceu soterrado nos escombros enquanto dormia em sua residência.
O tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil, informou que as três vítimas encontram-se com quadro estável, porém dependem de cuidados médicos intensivos. A vítima internada em Osasco apresenta estado grave, mas com quadro estável.
O acidente ocorreu quando equipes da Sabesp atingiram a tubulação de gás durante a execução de uma obra de remanejamento de tubulação de água, por volta das 15h15. O vazamento foi contido pela Comgás aproximadamente 25 minutos depois. Um dos feridos é funcionário da Sabesp.
A explosão causou destruição significativa na região. Pelo menos 35 imóveis foram atingidos, com janelas e batentes de porta destruídos. A Defesa Civil interditou 46 imóveis e cerca de 160 pessoas foram afetadas e estão sendo cadastradas para receber assistência do governo estadual.
Moradores compartilharam vídeos nas redes sociais mostrando a devastação: apartamentos com janelas quebradas, cacos de vidro espalhados e escombros. A Defesa Civil liberou o retorno dos moradores dos prédios por volta das 19h20, após avaliação de segurança.
O Corpo de Bombeiros encerrou as buscas por possíveis vítimas nos escombros por volta das 21h30. A energia na área foi desligada como medida de segurança.
Em nota conjunta, a Sabesp e a Comgás informaram que os moradores afetados receberão um valor emergencial de R$ 2 mil enquanto fazem o levantamento de todos os prejuízos. O governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes prestaram solidariedade às vítimas e afirmaram que todos terão seus prejuízos ressarcidos e suas residências devidamente recuperadas.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP) solicitará às concessionárias todos os documentos e registros operacionais relacionados à obra realizada no local.







































