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Operação Descredenciamento: Polícia Civil desmancha rede de fraude em clínicas de autismo que causou prejuízo de R$ 60 milhões em São Paulo

A Delegacia de Investigações sobre Crimes de Estelionato e Crimes contra a Fé Pública (DEIC) identificou um esquema sofisticado de fraude envolvendo clínicas especializadas no atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), operadoras de planos de saúde e ações judiciais fraudulentas. Segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), o prejuízo total estimado chega a R$ 60 milhões, com uma única clínica responsável por fraudes no valor de R$ 17 milhões.

Os criminosos utilizavam um modus operandi que incluía simulação de atendimentos terapêuticos, emissão de laudos médicos falsificados e ajuizamento de ações judiciais para forçar as operadoras a custear procedimentos inexistentes ou com valores inflacionados. Em diversos casos, a cobrança mensal por um único atendimento chegava a R$ 50 mil, enquanto em outras situações exigiam oito horas diárias de tratamento com valores superiores a R$ 200 mil.

A operação 'Descredenciamento' foi autorizada pela Justiça Paulista e resultou no cumprimento de 12 mandados de busca distribuídos na capital paulista e em municípios da Região Metropolitana de São Paulo. A ação envolveu 40 policiais civis e 17 viaturas, demonstrando a complexidade e a gravidade da investigação.

A polícia destacou a particular gravidade do crime ao afetar crianças e famílias que receberam diagnósticos falsos de Transtorno do Espectro Autista, comprometendo não apenas o patrimônio das operadoras de saúde, mas também a integridade do sistema de saúde suplementar e a confiança das famílias nos serviços terapêuticos especializados.

Destaques do Conhecimento

  • Operação 'Descredenciamento' do DEIC desmancha rede de fraude em clínicas de autismo com prejuízo de R$ 60 milhões
  • Criminosos simulavam atendimentos, emitiam laudos falsos e acionavam judicialmente operadoras de planos de saúde
  • Uma única clínica foi responsável por fraudes no valor de R$ 17 milhões
  • Cobrança mensal chegava a R$ 50 mil por atendimento, com casos de R$ 200 mil em tratamentos diários
  • 12 mandados de busca cumpridos em São Paulo e Região Metropolitana com 40 policiais e 17 viaturas

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Perus Online

Caption: Relógios apreendidos durante operação da Polícia Civil que investigava esquema de fraude contra operadoras de planos de saúde envolvendo clínicas especializadas no atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista.