Oscar Schmidt, uma das maiores lendas do basquete brasileiro e símbolo máximo do esporte em São Paulo, faleceu nesta sexta-feira (17 de abril) aos 68 anos. O atleta, eternizado pela alcunha “Mão Santa” e pela camisa 14 da seleção nacional, deixa um legado incomparável na história do esporte.
O falecimento ocorreu após uma parada cardíaca em Santana de Parnaíba, região metropolitana de São Paulo. Schmidt enfrentou com coragem uma batalha de 15 anos contra um tumor cerebral, mantendo-se como símbolo de resiliência até seus últimos dias. A família optou por um velório restrito, honrando o desejo de privacidade neste momento delicado.
Seu filho Felipe Schmidt prestou uma tocante homenagem nas redes sociais, destacando o legado paterno: “Como filho, eu só tenho a dizer: pai, vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi.”
Destaques do Conhecimento
- Integrou o Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também o Hall da Fama da NBA, apesar de nunca ter atuado na liga
- Eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos
- Conquistou a medalha de ouro no Pan de Indianápolis em 1987, marcando a primeira derrota em casa dos Estados Unidos
- Participou de cinco Olimpíadas, sendo cestinha da competição em Seul 1988 com 338 pontos
- Superou o recorde histórico de Kareem Abdul-Jabbar com 46.725 pontos na carreira
Uma Carreira Brilhante em São Paulo e Além
Schmidt iniciou sua trajetória vitoriosa nos anos 1970, defendendo as cores do Palmeiras e do Sírio, ambos clubes paulistas de grande tradição. Aos apenas 16 anos, conquistou o Campeonato Paulista de 1974 pelo Verdão, demonstrando precocidade extraordinária. Dois anos depois, ajudou o Brasil a conquistar o Campeonato Brasileiro de 1977.
No Sírio, integrou o histórico elenco campeão mundial de 1979, em partida memorável disputada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Ao lado de Cláudio Mortari, Marcelo Vido e Marquinhos Abdalla, Schmidt consolidou sua reputação como um dos maiores talentos do basquete nacional.
Durante a década de 1980, o atleta paulista expandiu seus horizontes internacionais, atuando na Itália, então considerada uma das ligas mais prestigiadas do mundo. Registrou impressionantes 14 mil pontos durante sua passagem europeia, defendendo a JuveCaserta por oito temporadas e o Pavia por três anos. Ambas as equipes italianas aposentaram suas camisas em homenagem ao legado deixado.
Em 1984, foi draftado pelo New Jersey Nets, mas optou por continuar defendendo o Brasil, recusando uma oportunidade na NBA para manter sua participação na seleção nacional, já que atletas da liga americana não eram autorizados a representar seus países na época.
Retornando ao basquete brasileiro em 1995, Schmidt vestiu a camisa do Corinthians, conquistando o título brasileiro no ano seguinte. Posteriormente, pelo Flamengo, levantou dois campeonatos estaduais e eternizou seu nome como o maior cestinha da história do esporte, superando a marca lendária de Kareem Abdul-Jabbar.
Sua carreira também incluiu passagens por América do Rio, Fórum de Valladolid (Espanha), Banco Bandeirantes, Mackenzie e outras instituições que se beneficiaram de sua genialidade nas quadras.
Glórias pela Seleção Brasileira
Na seleção nacional, Schmidt foi eleito melhor pivô do Sul-Americano Juvenil de 1977, conquistando rapidamente seu espaço na equipe principal. Sua maior glória internacional ocorreu no Pan de Indianápolis em 1987, quando o Brasil conquistou a medalha de ouro após uma virada espetacular, marcando a primeira derrota em casa dos Estados Unidos na história da competição.
Participou de cinco Olimpíadas ao longo de sua carreira. Em Moscou, anotou 169 pontos, repetindo a mesma marca em Los Angeles quatro anos depois. Em Seul 1988, consolidou seu status de grande atleta ao ser o cestinha da competição com 338 pontos. Schmidt também representou o Brasil em Barcelona 1992 e Atlanta 1996, encerrando uma carreira olímpica extraordinária.
Conteúdo adaptado e reescrito para Perus Online | Fonte original: CNN Brasil
Alt Text da Imagem: Oscar Schmidt em uniforme da Seleção Brasileira, exibindo a camisa 14 durante cerimônia de homenagem no Mundial de Basquete da Turquia.






































